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terça-feira, 14 de fevereiro de 2023

Jesus e os conflitos desnecessários.


 

O encontro com a mulher samaritana é um dos textos bíblicos mais valiosos e utilizados dentro das nossas igrejas. Costumamos enfatizar a belíssima história de conversão dessa mulher, e do povo que está em sua cidade. Porém, a Bíblia é riquíssima e possui lições valiosas que, às vezes, passam despercebidas. Gostaria de, através desse texto, enfatizar um precioso ensinamento de Jesus no capítulo 4 de João, antes do encontro de Cristo com a Samaritana.

Logo no verso 1, João diz que Jesus decide deixar a Judeia porque ficou sabendo que os fariseus descobriram que ele batizava mais discípulos que João Batista. Por que Cristo toma essa decisão? O comentarista bíblico F.F Bruce, no livro “João:introdução e comentário”, afirma que os fariseus não gostavam dos ministérios de Jesus e João Batista e os viam com maus olhos. Ao saberem que havia um certo ressentimento mútuo entre os discípulos dos dois grupos (fato comprovado pelo final do capítulo 3 do mesmo evangelho), os fariseus poderiam se utilizar disso para fomentar uma desavença e prejudicar a expansão das boas novas. Cristo, então, reconhecendo esse perigo decide deixar a Judeia para esperar a “poeira baixar”, evitando uma briga entre os seus seguidores e os de Batista.

Que lição valiosa! Cristo é o próprio Deus encarnado que desceu do seu trono de glória para habitar entre os homens, e o próprio João Batista já havia reconhecido que “Ele deve crescer” (João 3.30). Porém, mesmo assim, Jesus decide abdicar de sua grandeza para fugir de um conflito.

Em um mundo repleto de egos inflados, orgulhos distorcidos e vaidades bobas, ter a capacidade de renunciar uma posição de honra e se retirar em prol da paz é um dos maiores exemplos de humildade e sabedoria. Quantas vezes não temos nossa honra atacada ou nosso ego machucado por pessoas que buscam, tão somente, diminuir nossa importância? O que faremos diante dessas situações?

O normal, em um mundo contaminado pelo pecado, é o revanchismo, cuja lógica é: “se fui atacado, vou atacar de volta” e, assim, começam as brigas de egos que são tão presentes em nossas igrejas, empresas e quaisquer outros tipos de organizações. Jesus, por outro lado, nos ensina que existe algo que é infinitamente mais importante do que nosso ego inflamado: o crescimento do Reino de Deus.

Cristo poderia ter imposto sua autoridade divina e acabar de vez com essa “competição”? Sim, com certeza. Porém, Ele sabia que João Batista era um mensageiro importante dentro do plano de salvação do Pai e que, na verdade, seus ministérios não eram concorrentes, mas complementares, e isso é uma lição valiosa.

Dentro das nossas igrejas encontramos muitas brigas por egos, lutas por cargos/funções...gente que se intriga apenas pelo bobo privilégio de segurar o microfone por mais tempo que os outros. Irmãos que enxergam no ministério dos outros uma ameaça, quando, na verdade, deveriam enxergar como um apoio.

Somos concorrentes uns dos outros? NÃO, definitivamente não! Somos complementares! Ou seja, o trabalho desenvolvido por terceiros, dentro do reino de Deus, ajuda nos resultados que nós desenvolvemos, ainda que esses outros acabem recebendo maior atenção ou “honrarias”.

Se, por acaso, você perceber que ciúmes e inveja estão começando a criar ninhos em você, ore e peça a Deus que tire isso do seu coração. Clame ao senhor e peça a Ele visão espiritual e sabedoria para entender que as honrarias terrenas nada valem diante das honras que receberemos das próprias mãos de Jesus no dia que o encontrarmos na glória celestial.

É difícil? Sim, bastante. Lutar contra nossa própria natureza pecaminosa é a maior luta que enfrentamos nessa terra, afinal, nosso maior inimigo nessa batalha somos nós mesmos (Jeremias 17.9). Porém, o Consolador foi nos dado para nos ajudar a vencer e por mais que, em algum momento, nos falte visão real do reino de Deus, o Espírito Santo nos coloca de volta nos eixos e nos faz entender que o nosso orgulho de nada vale.

Que Cristo ajude possa nos ajudar a entender isso e, assim, fujamos de conflitos desnecessários.

 

Thiago Holanda,

14 de fevereiro de 2023.


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sábado, 24 de setembro de 2022

Aprendendo a valorizar o agora.


 

Ansiedade é um mal que tem afetado quase todas as pessoas. Se tornou normal ver alguém dizer “eu sofro de ansiedade” e, em seguida, quase automaticamente, alguém replicar: “eu também”.

Um dos grandes problemas da ansiedade, além dos males físicos que causa, é o de nos “arrancar” do hoje e jogar nossa mente para um momento que ainda não se concretizou. Um amigo, de forma muito sábia, me deu essa definição: “a depressão é o excesso de passado, enquanto a ansiedade é o excesso de futuro”. A ansiedade nos rouba do presente, removendo o brilho que o “agora” tem em nossas vidas, fazendo nossa mente navegar por correntezas que ainda não chegaram.

Essa semana eu estava muito preocupado com alguns compromissos e, em determinado momento, precisei ficar cuidando da minha filha mais velha por algumas horas. Porém, eu liguei o ‘automático’ e fiquei com ela apenas no corpo presente, minha mente estava mesmo conectada nos meus compromissos. Eu não estava verdadeiramente ali com ela, pois não havia conexão real, eu estava preocupado com o que eu precisaria fazer depois dali.

Em determinado momento, minha mente despertou do automático e eu percebi a besteira que estava fazendo: ficar pensando no compromisso, vai me dar a capacidade de resolvê-lo? NÃO...ele continuará existindo, independente do quão preocupado eu esteja! Porém, o tempo de qualidade que eu deveria estar dedicando à minha filha é limitado, iria durar apenas alguns momentos. A maioria de nós, pais (me incluo nisso), não consegue perceber que o tempo com nossos filhos é extremamente escasso. Eles viverão alguns anos conosco, mas depois crescerão, ganharão o mundo, e o tempo de “brincar” será apenas uma saudade na memória (ou uma dor na consciência de que não participou disso).

Em meio aos milhares de compromissos da vida, eu também venho lutando contra a ansiedade, porém, é sempre muito difícil desligar. São muitas atividades, pendências, tarefas, reuniões, projetos, leituras, compromissos, aulas, cursos...a gente se perde em meio a um oceano de afazeres e, com isso, passamos a não mais viver nossa vida, mas sermos apenas expectadores do que os outros estão fazendo com ela.

Viver sem ansiedade é dar uma chance para o AGORA, para aquilo (ou quem) está diante dos seus olhos nesse exato momento. É saborear a vida dando uma “colherada” de cada vez, sem ficar pensando o tempo todo no próximo prato a ser servido.

É difícil demais colocar isso em prática, mas Deus nos diz em sua palavra: “Lancem sobre ele toda a sua ansiedade, porque ele tem cuidado de vocês.” (1 Pedro 5:7)

Sim, Deus cuida de nós. E entender isso pode ser a chave para que TODAS as nossas ansiedades, medos e preocupações possam ir embora de uma vez por todas!

Jamais esqueça: Deus cuida de você!

sexta-feira, 30 de julho de 2021

A espetacularização da dor.


Tenho percebido um fenômeno muito curioso (e lamentável) no comportamento de algumas pessoas nas redes sociais. É a espetacularização do sofrimento. Vou exemplificar:

Recentemente, uma conhecida passou por uma situação muito triste de falecimento na família, e fiquei um tanto surpreso ao ver postado nos stories dela uma sequência de quase 3 minutos somente de choro para os seus mais de 2 mil seguidores (a maioria desconhecidos). Em outra feita, uma ex colega de faculdade, que está tentando seguir a carreira de ‘influencer’, postou para os seus quase 4 mil seguidores uma descrição detalhada dos motivos do seu divórcio, inclusive disparando ofensas para o seu ex-marido.

Não sei se a origem desse comportamento é a extrema carência emocional que as pessoas hoje enfrentam, ou se, por acaso, há um desejo de usar as próprias dores da vida para ganhar palco nas redes sociais e conquistar mais ‘engajamento’. No final das contas, não importa o motivo, continua sendo espantoso ver esse tipo de coisa.

A maturidade e o tempo nos ensinam que precisamos SIM de amigos próximos, de gente que vai rir e chorar a cada vitória e tropeço na vida. Mas nós também aprendemos que as dores são didáticas e devem ser digeridas somente com aqueles que caminham lado a lado conosco. Acredite: se você levar a dor para o palco, JAMAIS APRENDERÁ COM ELA, pois nem todos que acompanham sua vida estão interessados no seu crescimento ou felicidade.

Um último conselho: se você quer ter a certeza de que vai ter alguém ao seu lado para enfrentar os momentos difíceis da vida, então ORE! Isso mesmo, faça uma oração. Em Mateus 6.6, Jesus diz que quando quisermos orar, que entremos no nosso quarto, fechemos a porta e falemos com o Pai, pois Ele nos ouvirá. Deus consegue enxergar em nós até aquilo que nós mesmos não podemos ver.

“Mas tu enxergas o sofrimento e a dor; observa-os para tomá-los em tuas mãos. A vítima deles entrega-se a ti; tu és o protetor do órfão.” (Salmos 10:14)

Em Cristo,
Thiago Holanda.
29/07/2021.

 

domingo, 21 de janeiro de 2018

Invencionices do coração.


Sempre que você for chamado por Deus para uma grande tarefa, tenha a certeza de que fortes oposições vão se levantar. Esse é o padrão bíblico de treinamento de grandes líderes. Deus não molda grandes personagens com uma vida fácil, todos sofrem lutas árduas enquanto são moldados pelo Espírito Santo. Gosto muito de uma frase do Hernandes Dias Lopes que nos lembra que “Deus sempre trabalha primeiro em nós para, depois, trabalhar através de nós!”. Uma das dificuldades que se levanta em nossa caminhada vocacional é a calúnia, ou seja, a fofoca mentirosa com o objetivo de prejudicar reputações, todos enfrentamos isso.

Neemias, enquanto lutava para reconstruir os muros de Jerusalém, enfrentou Sambalate e Tobias, estrangeiros que já de início não gostaram do projeto de Neemias, pois temiam a nação judaica e sabiam que eram potencialmente poderosos. O que estes dois homens queriam era que o povo de Deus continuasse vivendo na total miséria, pois somente assim continuariam reféns do medo. Contudo, Judá era o povo eleito de Deus e este providenciou o auxílio. O Senhor convoca, então, Neemias para essa difícil tarefa de reconstrução. Depois de muito escárnio e ameaças de invasão, Sambalate e Tobias partiram para a detratação e passaram a dizer que Neemias, de maneira ambiciosa, estava querendo se promover a rei de Israel para, no futuro, revoltar-se contra os povos vizinhos e, inclusive, contra o rei persa, que o havia enviado (Ne 6.1-9).

É duro ser acusado de algo que não se fez. Dói no coração estar com boas intenções e ser acusado de ganancioso e manipulador por aqueles cujo coração está sujo e cheio de inveja. Neemias dá uma resposta segura e digna de alguém que teme mais a Deus do que a homens: “De tudo o que dizes coisa nenhuma sucedeu; tu, do teu coração, é que o inventas” (6.8).  Neemias procurava, de maneira desinteressada, ajudar o povo de Deus a recuperar seu lugar na história e o próprio Senhor conhecia o seu coração, mas os inimigos queriam arruinar a sua reputação com mentiras e fazer com que o próprio povo de Judá se voltasse contra ele.

Você já passou por isso? Já sofreu com as invencionices de corações alheios? Já procurou seguir a jornada que Deus colocou em sua frente e, por conta disso, teve de enfrentar oposições daqueles que, no fundo, deveriam ser seus apoiadores? Caso sim, Neemias nos convida a lembrar da nossa identidade: somos filhos e soldados do Grande Rei. E mesmo que mal intencionamdos queiram nos atingir com suas línguas maléficas, não nos preocupemos, pois o que realmente importa é ser conhecido pelo Rei. A luta que Deus nos deu não pode parar sob ameaças e calúnias, mas deve ser fortalecida por meios destes obstáculos. Toda vez que sobrevivemos a tais problemas, nos tornamos mais maduros e certos de que nossa verdadeira identidade não será abalada.

E você? Andra promovendo isso? Talvez você seja a pessoa cujo coração está cheio de invencionices e, infelizmente, anda difamando outras pessoas com palavras venenosas e manipuladoras. Talvez você tenha medo do crescimento alheio e isso o faça enxergar o quanto está afundado numa zona de conforto. É possível que junto disso tenha uma boa pitada de inveja, e ver o que Deus está fazendo na vida de outros pode colocar em evidência todos os erros que um dia você já cometeu. Somado a tudo isso, podemos também encontrar uma porção de insegurança, isso mesmo, insegurança quanto ao que de fato você é. Por que não me alegrar quando o reino do Pai está em expansão, ainda que pelas mãos de outra pessoa? Somos inseguros porque não conseguimos entender como Deus está escrevendo a nossa própria história e preferiríamos que a história do outros fosse a nossa, mas como não é, alimentamos raiva e passamos a caluniar, pois já que não posso viver a história do outro, não quero que ninguém mais a viva!

Que Deus nos dê forças para vencer as invencionices dos corações alheios e nos proteja contra as sujeiras do nossos próprios!


Em Cristo,
Thiago Holanda

21/01/2018.

sábado, 11 de março de 2017

O que os ídolos do coração fazem comigo? (aprendendo com o exemplo de Amnon)


Ídolo é tudo que rouba o lugar de Deus em nosso coração. Sim, é uma definição bem simplória, mas completa. Como Cristãos, devemos amar ao Senhor acima de todas as coisas (Lc 1.27) e tudo que assume essa posição se torna um ídolo, ainda que seja intrinsecamente inofensivo.

Existem ídolos bem diferentes: bens materiais, amigos, namorados(as), fama em redes sociais e há, até mesmo, quem idolatre a igreja e seus respectivos líderes. Enfim, não preciso me alongar para convencê-lo(a) da pecaminosidade dos ídolos, mas quero mostrar biblicamente como eles nos afetam de maneira profunda. Para tanto, usarei o exemplo de Amnon, filho de Davi.

2 Samuel 13 nos conta essa trágica história: Amnon estava completamente obcecado por sua meia-irmã Tamar, moça muito bela e pura (v.2), mas ele não via chances de possuí-la. Seu primo, Jonadabe, deu um conselho bem maligno: fingir de doente para que ela venha cuidar dele e, assim, ter a chance de abusá-la sexualmente (sei que você, assim como eu, não consegue deixar de sentir nojo desses sujeitos toda vez que lê essa trama). 

Aprendemos muito sobre ídolos no coração a partir desse episódio e podemos extrair lições valiosas sobre como somos afetados, veja:

1. Você manipula pessoas para conseguir o que quer: note como o grande Rei Davi se tornou um fantoche nas mãos de seu filho mimado (v.6). Amnon não teve medo de usar o seu próprio pai para conseguir o que queria. Quem está obcecado por seu ídolo manipula, até mesmo, pessoas que ama para conquistar aquilo que se idolatra.

2. Faz você perder completamente a razão: note que essa ‘paixão’ não era um caso perdido para Amnon. Tamar sugere que ele não a abuse, mas a peça ao Rei em casamento, que não a negaria. Se Amnon estivesse raciocinando bem, perceberia que não custaria nada esperar um pouco mais para casar e ser feliz pelo resto da sua vida com Tamar. Mas, entenda: nossa relação com os ídolos nunca será de amor, mas de abuso. Queremos os ídolos para que beneficiem e satisfaçam os desejos pecaminosos do nosso coração. Amnon estava pouso se importando com as súplicas de Tamar sobre o escândalo que aquilo causaria (v.13), mas ele queria somente satisfação, ainda que momentânea.

3. O prazer dos ídolos é passageiro: o prazer de ter sua irmã era tudo que Amnon queria, mas descobriu que a satisfação de sua obsessão era passageira. Logo que praticou o abuso, desprezou Tamar (v.15)

4. Ídolos cobram um alto preço: as vezes é a própria vida e Amnon é um exemplo disso. Com o ato praticado, Absalão, irmão de Tamar, ficou furioso e jurou que mataria o abusador por isso. Dito e feito. Note que demorou 2 anos para que Absalão se vingasse, mas ele o fez. Um homem tolo e inconsequente comete seus desvios e acha que nunca será cobrado por aquilo. Ledo engano. A lei da Semeadura não é uma lei brasileira, cuja existência e aplicabilidade se restringe aos papéis, mas é uma lei divina e seu executor não tarda nem falha. Amnon pagou com a própria vida pelo erro cometido.

5. Alimentar ídolos prejudica também o meu próximo: a história acabou com a morte de Amnon? Não! As consequências da briga com Absalão e sua morte iniciaram uma segunda trama que vai findar na deposição temporária do seu próprio pai Davi (2 Sm 15). Acreditar que alimentar ídolos não vai prejudicar as pessoas que estão próximas a você é inocência ou cinismo. O marido que busca pornografia, o filho viciado no Instagram, o líder obcecado por poder e reputação...todos esses ídolos prejudicam inocentes.

Nenhum de nós está livre dos ídolos, por isso espero que esse artigo o ajude a entender sobre os malefícios de mantê-los em nossos corações. Não pense que é fácil livrar-se deles, mas quem faz essa limpeza é o próprio Espírito Santo. Oremos sempre como o salmista: “...vê se há em mim algum caminho mau, e guia-me pelo caminho eterno” (Sl 139.24).

Em Cristo, 
Thiago Holanda.

segunda-feira, 11 de abril de 2016

Dicas práticas para um relacionamento constante e saudável com Deus.


Nosso relacionamento com Deus é o que temos de mais precioso, mas será que estamos o dando devido valor? Para nos tornarmos cristãos mais maduros e constantes, precisamos ser disciplinados e desenvolvermos bons hábitos espirituais.


Aqui vai algumas dicas:

1.  Medite na Bíblia todo dia: a Palavra de Deus não é um livro qualquer, que você ler para adquirir conhecimentos filosóficos, teóricos ou práticos. Ela é uma comunicação direta de Deus para o homem e, ao ser lida em comunhão com Deus, fortalece o cristão. É importante diferenciar o ESTUDAR e o MEDITAR. As duas atitudes são importantes, mas não são a mesma coisa. O estudo me capacita a entender os contextos, geografia, intenção dos autores, línguas originais, entre muitas outras coisas. A meditação é a leitura devocional, onde eu leio a bíblia procurando entender o que Deus quer me ensinar com aquela passagem e de que forma posso mudar minha conduta através dela. A frequência da meditação deve ser diária, pois a necessidade de fortalecimento também é. O cristão que passa vários dias sem meditar está correndo sério risco de enfraquecer e, em algum momento, ceder ao pecado. Além disso, a meditação auxilia na memorização de versículos e passagens e uma das formas que Deus usa para nos consolar e exortar é trazendo a nossa memória textos bíblicos em determinadas ocasiões! O Espírito Santo não trás a nossa memória aquilo que nunca lemos!

2.   Jejue sempre: o jejum é uma prática antiga (em diversas religiões, inclusive). Vários personagens bíblicos costumavam jejuar. Sua prática tem a ver com a “consagração” especial do corpo a Deus, traz a ideia de privar o corpo, por certo período de tempo, de um algo essencial a seu funcionamento (alimento) para lembrar que tudo que o cristão precisa, na verdade, é de Deus. O jejum é uma entrega especial a Deus do seu próprio corpo e vontade, e não tem efeito por si só, ou seja, não adianta jejuar sem estar diante de Deus, é necessário estar acompanhado de profundas orações e meditações bíblicas. Jejum sozinho é sem sentido! Aconselhamos que o Jejum seja feito, no mínimo, uma vez por semana, por um prazo de, pelo menos, 8 horas. Obviamente, não são regras rígidas, pois muita coisa está envolvida, desde o condicionamento físico da pessoa até o seu estilo de vida (horários, ritmo do trabalho, etc). Contudo, não negligencie essa prática, pois vai abençoar muito o seu relacionamento com Deus.

3.  Leia bons livros: nem todo mundo acha esse ponto muito importante e isso acontece, muitas vezes, pela cultura brasileira da não leitura. Contudo, seja diferente e cultive o hábito de ler livros escritos por verdadeiros homens de Deus. Se você não tem o hábito de ler, tente começar com biografias de homens do passado, missionários que foram pioneiros na evangelização, bem como outros heróis da fé. Logo em seguida, procure ler outros textos devocionais sobre assuntos do dia-a-dia, e, por fim, busque livros que se dedicam a exposição de algumas doutrinas bíblicas de forma mais aprofundada. Você pode (e será!) muito abençoado por Deus se dedicar tempo para leitura de bons livros cristãos. Você pode estar se perguntando, porque enfatizar o adjetivo “bons”? Infelizmente, livros também são usados para espalharem doutrinas heréticas e precisamos ter muito cuidado com isso. Deixo abaixo uma lista de autores que você pode ler tranquilamente

Autores: Hernandes Dias Lopes, Franklin Ferreira, Augustus Nicodemus, Elienai Cabral, John MacArthur, Steve Lawson, John Piper, D. Martin Loyde-Jones, AW Tozer, Gary Chapmam, Mark Dever, Dave Harvey, Kevin DeYoung, John Haggai, Irmão André, Paul Washer, CS Lewis, Joel Beeke, Charles Spurgeon, Jonathan Edwards, entre outros.

4. Escreva suas orações: pode parecer um hábito estranho, mas essa prática foi amplamente utilizada por homens do passado. Oramos, quase sempre, em forma de diálogo (é o normal), mas porque não escrever também? Esse método traz algumas vantagens: aumenta a concentração no ato de orar, não há risco de “atropelar” a oração com a pressa, maior chance de lembrar de todos os pedidos de oração. Além disso, você pode guardar suas orações escritas num arquivo como recordação dos seus momentos com Deus. Grande homens de Deus do passado fizeram isso e, hoje, temos acesso a lindas orações que edificam muito a nossa vida! Como exemplo, sugiro que procure na internet “A oração de um profeta menor”, foi escrita por A.W Tozer no dia que foi consagrado para o ministério pastoral.

5. Faça uma lista intercessória: é muito comum, na vida em comunidade, que os irmãos solicitem uns aos outros que orem por motivos específicos. As causas são várias: doença, emprego, vida sentimental, busca por dons, salvação de familiares, etc. Todos nós recebemos e enviamos pedidos de orações para os outros. Infelizmente, a maioria de nós esquece quase todos, costumamos lembrar somente daqueles mais graves ou que, de alguma forma, estão relacionados a amigos e parentes mais próximos, isso não deveria acontecer. A dica é usar sempre uma caderneta, agenda ou mesmo pedaço de papel para anotar pedidos de outros irmãos, para não os esquecer diante de Deus. Imagine se todas as vezes que você pedisse oração aos outros você tivesse a certeza absoluta que iriam mesmo orar por você? Que tal começar, você mesmo, fazendo isso?

6. Procure alguém para servir: servir ao próximo, sem esperar recompensa, faz muito bem ao coração. Até os “sem religião” já comprovaram isso. Imagine servir ao próximo, sem esperar recompensa, por meio do amor sobrenatural de Cristo? É algo extremamente edificante! Deus nos incentivou isso em inúmeras passagens bíblicas. Procure no seu convívio (em especial na igreja) irmãos que você possa servir de alguma forma. As possibilidades são inúmeras: ajudar na faxina da casa de irmãos idosos, dar carona para quem mora longe, ajudar financeiramente alguém necessitado, visitar no hospital (ou em casa) quem está enfermo, etc. Quando servimos ao próximo, nosso coração se enche de alegria e nos sentimos dentro dos propósitos de Deus. Faça isso!

Em Cristo,
Thiago Holanda.