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quinta-feira, 21 de dezembro de 2017

Jovem, como você usa suas férias?




Estamos na metade de dezembro e quase todo mundo já entrou de férias. Que tempo bom! Para aqueles que somente estudam, é um momento especial de relaxamento e organização da vida, e mesmo aqueles que trabalham e estudam é uma oportunidade de ter as noites livres para descansar ou dar uma sacudida na vida social. Quem não gosta?

O descanso das labutas da vida foi planejado pelo próprio Deus e Ele mesmo se encarregou de dar o exemplo descansando no sétimo dia da criação. O ócio é uma oportunidade de “formatar” a mente das centenas de agendamentos que ela faz ao longo dos meses de intenso trabalho e nos ajuda a sermos mais criativos para as atividades que virão no próximo semestre.

Contudo, me preocupa a forma como alguns jovens têm gasto suas férias. Sim, é tempo de descanso e relaxamento, mas as férias, assim como tudo na vida, devem ser usadas com moderação. Vejo jovens se entregando a episódios sem fim de séries muitas vezes nada saudáveis. Quando terminam todos os episódio de todas as séries disponíveis, entregam-se ao vício de jogos online. Enjoados dos jogos, dormem interminavelmente. Quando o sono acaba, voltam ao Netflix atrás de alguma outra coisa pra assistir

Cabe refletir: as férias servem pra isso?

Um dos meus verículos favoritos é o Salmo 90.12, que diz: Ensina-nos a contar os nossos dias, de tal maneira que alcancemos coração sábio.” Moisés reconhece que um coração sábio está diretamente ligado ao bom uso do tempo. ‘Contar os dias’ diz respeito a saber que nossa vida é demasiadamente curta para a usarmos com muitas frivolidades, e isso inclui as férias.
Sim, você deve descansar e usufruir de alguns prazeres que sua rotina normal não permite, mas tudo com bom senso e também aproveitando o tempo livre para atividades produtivas. Que tipo de atividades? Bem, que tal aumentar consideravelmente seu tempo devocional? Ou ler alguns livros? Você também pode seguir um roteiro de Estudo Bíblico Indutivo, melhorar o seu currículo com um curso profissionalizante (até mesmo online, para não ter que passar as férias pegando ônibus), aprender a trabalhar com algum software complicado, enfim, as tarefas úteis a qual você pode se dedicar são muitas, a escolha delas dependerá diretamente das suas afinidades e o contexto profissional e ministerial em que você se encontra. O que eu NÃO RECOMENDO: usar suas férias com futilidades sem fim. E acredite: a mídia sempre oferecerá isso pra você, pois o interesse da grande indústria de entretenimento é te dar conteúdo suficiente para que você se alimente de lixo até o fim da vida e nunca tenha tempo para pensar de maneira produtiva.
Filhos de Deus devem ser completamente diferentes da maioria das pessoas, inclusive no uso do tempo. Um dia nossa história chegará ao fim e você necessariamente olhará para trás e fará um balanço da sua vida e uma cruel pergunta surgirá na sua mente: “vivi de maneira significativa ou não?”. A maioria das pessoas conclui que não, e é por isso que é tão comum vermos idosos tão cheio de arrependimentos, pois descobriram (tarde demais) que usaram a vida da maneira errada. É isso que você quer para você?
Talvez você ache que eu estou exagerando, afinal, “são apenas as férias”, contudo, lembre-se: “aquilo que está mais presente na sua mente, na sua boca e no seu coração, esse é o seu deus!”.
Use suas férias com sabedoria, use seu tempo com sabedoria! Viva uma vida sábia!

Em Cristo,
Thiago Holanda.
21/12/2017.

domingo, 6 de agosto de 2017

“Um espaço entre nós” e uma vida significativa.



Hoje assisti um filme de romance bem adolescente intitulado “O espaço entre nós”. Narra a história de um rapaz que nasceu em Marte. Sua mãe foi uma astronauta renomada que morreu durante seu parto. Por conta de uma série de problemas de saúde, ele ficou impossibilitado de morar na terra e foi criado por outros astronautas na estação espacial. Contudo, aos 16 anos ele sentiu uma profunda necessidade de conhecer a Terra e procurar seu pai. Vou parar por aqui para não dar spoilers. Confesso que é um filme tosquinho, cheio de um romance meio ‘piegas’ e cenas de amor bem previsíveis.
Contudo, o filme nos faz refletir no significado da nossa vida aqui na terra. Uma cena em especial me chamou muita atenção: o rapaz está se trocando no banheiro de um supermercado e, ao sair da cabine, se depara com várias crianças que estavam prestes a “pichar” o espelho do banheiro. Ao verem que não estavam sozinhas, as crianças fugiram. Ele, meio bobalhão ainda, não entende o porquê da fuga e pega o pincel, olha para o espelho e então escreve: “Eu estive aqui.” Confesso que passei um bom tempo meditando nisso, e me perguntei: será que minha vida aqui na terra está sendo suficientemente significativa? Será que tenho deixado uma marca positiva durante minha brevíssima jornada por aqui?
Me espanta ver tantos jogando no lixo seu precioso tempo de permanência aqui na terra com coisas tão sem significado. O personagem do filme, desde o início, sabia que seu destino final não era a terra. Por motivos de saúde, ele sabia que teria de voltar pra Marte ou, então, morreria muito brevemente por aqui. Isso o impulsionou a viver essa curta estadia dando o melhor de si em tudo e deixando sua marca aonde ele pudesse. Isso foi a sua motivação ao escrever no espelho: “eu estive aqui”. Era uma marca simples, mas era uma marca. Aquele espelho do banheiro não ia ser mais o mesmo depois da passagem dele. O que eu e você temos modificado? Vamos viver 70, 80 ou Deus sabe quantos anos e não deixaremos nossa marca em nada? Não modificaremos a vida de ninguém por aqui?
Não sei você, mas eu quero uma vida de significado. Sei que sou um peregrino, assim como o personagem, e brevemente terei de voltar ao lar. Mas vou encarar essa minha breve passagem como um presente precioso e quero aproveitar cada segundo dela e deixar, não em espelhos, mas no coração daqueles que amo uma marca com os mesmo dizeres: “eu estive aqui”.

Em Cristo,
Thiago Holanda.

sábado, 17 de dezembro de 2016

Qual seu nível de acomodação?


Em qual dos níveis abaixo você se encontra? Sugestão: responda somente para si...a chance de você ser sincero(a) é maior!
0 = Estou sempre em busca de crescimento. Aprender coisas novas é um desafio constante e não me dou por satisfeito em relação a minhas habilidades. Sonho com posições futuras melhores do que as de hoje. Valorizo meu presente, mas estou sempre de olho no futuro.
1 = Preciso melhorar um pouco. Provavelmente já estive no nível 0, mas algumas lutas da vida, juntamente com algumas conquistas que já adquiri me deixaram meio “descansado”. Ainda não alcancei meus maiores sonhos e sei que, para conquista-los, preciso deixar de lado um certo conforto que desfruto hoje.
2 = Estou acomodado. Já lutei por alguns objetivos, mas por pouco tempo. Não lembro quando foi minha última conquista e não faço ideia de quando será a próxima. Sinto que minha vida está parada e acho bonito quando os outros conseguem alcanças sonhos, mas não sinto coragem de ir atrás e fazer o mesmo...sei, no fundo, que estou errado, mas estou sem ânimo para correr atrás do que quero!
3 = Pra que me preocupar? Acho esses “níveis” de acomodação uma bobagem e penso que minha vida se arranjará como Deus permitir...acho que preciso aproveitar o agora e entregar tudo nas mãos de Deus e, no tempo certo, Ele vai arranjar as coisas.
Respondido? Agora como você se sente? Mais motivado? Preocupado? Bem...a resposta dada é baseada numa auto avaliação do que você tem vivido até o presente momento e nada pode mudar o que passou, não existe essa coisa de RECUPERAR TEMPO PERDIDO! Tempo não se recupera...a sua reação a esse teste é que determinará como será daqui por diante. Você vai se manter estagnado? Ou vai procurar sair do comodismo e buscar uma vida mais produtiva?
Só para finalizar, gostaria de revelar os apelidos que coloquei em cada um dos níveis acima:
0 – Guerreiro
1 – Cansado
2 – Preguiçoso
3 – Defunto


Pois é...quem você continuará sendo mesmo?


Em Cristo,
Thiago Holanda