terça-feira, 29 de novembro de 2016

Materiais de aulas.





Olá!

Devido a demanda de alguns alunos a respeito do material que uso em minhas apresentações, decidi deixar uma postagem permanente no meu blog com esse material disponível para download.

Espero que possa ser útil para o aprendizado de vocês...abraços!

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1. Aula: TEMPERAMENTOS TRANSFORMADOS
Público: Alunos da Escamf
Apresentação (slides)
Teste dos temperamentos

2. Aula: MINISTÉRIO ORIENTADO PELOS DONS
Público: Alunos da Escamf
Apresentação (slides)
Lista de Dons

3. Aula: VIDA DEVOCIONAL
Público: Alunos da Escamf
Apresentação (slides)

4. Aula: PLANEJAMENTO EVANGELÍSTICO (em breve)
Público: Alunos da Escamf

5. Aula: DISCIPULADO NA PÓS-MODERNIDADE
Público: EDE
Apresentação (slides)

6. Aula: PRINCÍPIOS BÍBLICOS PARA FINANÇAS.
Público: EDE.
Apresentação (slides)

7.. Palestra: O QUE A BÍBLIA ENSINA SOBRE A HOMOSSEXUALIDADE?
Público: Juventude Peniel
Apresentação (slides)

8. Palestra: IDOLATRIA DO CORAÇÃO
Público: Juventude Peniel
Apresentação (slides)

9. Palestra: LÍNGUAS ORIGINAIS COMO AUXÍLIO BÍBLICO: HEBRAICO
Público: AD Novo Viver
Apresentação (slides)

10. Palestra: SOBREVIVENDO EM AMBIENTES HOSTIS: ESTUDO DE CASO EM DANIEL
Público: Juventude Peniel - Seminário Mente de Cristo
Apresentação (slides)

sexta-feira, 11 de novembro de 2016

Não é pelo muito falar...


Recentemente participei de um culto em que o líder da igreja estava ao microfone dando alguns avisos e, de repente, começou a defender uma prática em sua denominação. Ele dizia: “Irmãos, não creio que pregação precisa ser longa...pregação boa é pregação curta e cheia do poder de Deus!”
Até concordei em parte com o irmão, afinal, pregação precisa, de fato, vir de um homem cheio do Espírito Santo. Tempo de duração do sermão não é determinante para a qualidade espiritual de uma mensagem bíblica. Contudo, passei a discordar quando este líder passou a “atacar” a ideia de pregações longas, dando a entender que todas são desnecessárias e enfadonhas. Confesso que comecei a ficar inquieto e, ao mesmo tempo, apreensivo com o tipo de pregação que alimentava aquela congregação.
Mas este não é o clímax da história! O ponto alto se deu quando um dos obreiros dessa igreja, demonstrando concordância com o que estava sendo dito, disse em alto e bom som: “É isso mesmo! A Bíblia diz que não é pelo muito falar...”. Cocei os ouvidos...será que ouvi certo? Não quero parecer implicante, mas eu já estava diante de uma ideia estranha sobre pregação, a última coisa que eu precisava ouvir, para discordar ainda mais de tudo aquilo, era um versículo fora de contexto.
Note que, provavelmente, o obreiro estava citando Mateus 6.7, que diz: E, orando, não useis de vãs repetições, como os gentios, que pensam que por muito falarem serão ouvidos. O contexto desse verso é o Sermão da Montanha (que começa em Mateus 5), onde Jesus dá várias instruções sobre a vida e conduta cristã. Na passagem anterior (6.1-4), Jesus ensina sobre como se deve dar esmolas. Logo após, fala sobre como se deve orar e, inclusive, nos é dado um modelo de oração (6.5-13). Em seguida, temos instruções sobre como se deve jejuar (6.16-18). Portanto, em nenhum momento o texto está falando sobre pregação do evangelho no ambiente de igreja.
Além da minha admiração ao observar um obreiro usando um verso fora de contexto, me veio à mente a seguinte reflexão: porque essa implicância com pregações longas? Será que sentar na igreja e ouvir uma pregação por uma hora é tão exaustivo assim? Será que os crentes cansam com a mesma facilidade ao assistirem um filme de duas horas?
Já sei, já sei, já sei...você deve estar com vários argumentos em sua cabeça: ‘tem pregação que não tem unção de Deus!’, ‘tem pregadores enfadonhos’, ‘não precisa disso tudo pra falar de Jesus’, blá, blá, blá...reconheço a falta de zelo de vários pregadores em relação ao estudo bíblico, bem como a deficiente vida de oração de alguns outros, e isso, de fato, torna qualquer pregação um martírio. Mas isso deve ser resolvido com ensino e imposição de critérios mais firmes no momento de entregar um púlpito a um pregador. Reduzir o tempo de pregação por motivos de enfado é atacar a consequência do problema, não a causa.
Não quero desmerecer sermões rápidos e reflexões bíblicas curtas, mas existe um receio em meu coração quando vejo tantas igrejas criticarem a duração dos sermões, mas se distraírem muito facilmente com outros “santos entretenimentos” durante a liturgia.
Jonathan Edwards pregou o sermão mais famoso da história, intitulado “Pecadores nas mãos de um Deus irado”, e como não era muito eloquente, costumava pregar lendo o seu manuscrito. Estimam que ele tenha pregado por 40 minutos, até que precisou interromper o sermão, pois a congregação estava tão cheia do Espírito Santo que as pessoas caíam no chão com tanta convicção de pecado e clamavam ao Senhor por perdão.
É disso que precisamos hoje: homens que, como Edwards, estejam dispostos a serem incendiados para, então, incendiarem outros!


Em Cristo,
Thiago Holanda.

sexta-feira, 28 de outubro de 2016

II Cr 14.11 – Aprendendo com a oração de Asa



O livro de II Crônicas narra histórias de vários reis que passaram por Judá. Infelizmente, nem todas foram felizes. Os dois primeiros monarcas, Reoboão e Abias, reinaram, respectivamente, 17 e 3 anos e ambos foram idólatras. Rompendo essa herança maldita, surge Asa, homem piedoso, que fez tudo que era bom e reto diante de Deus (14.2), banindo toda a idolatria e enfrentando sua própria mãe para continuar fiel a Deus (1 Rs 15.13).
Por conta dessa lealdade, Asa e o povo de Judá experimentaram 10 anos de repouso e paz (14.6). Entretanto, essa paz foi quebrada por Zerá, o etíope, que vendo o fortalecimento e crescimento de Judá (v.6-8) como uma ameaça, reuniu um milhão de homens e 300 carros de guerra para enfrentar o povo de Deus. Nesse contexto, notamos uma das mais curtas e confiantes orações do Antigo Testamento:
Clamou Asa ao SENHOR, seu Deus, e disse: SENHOR, além de ti não há quem possa socorrer numa batalha entre o poderoso e o fraco; ajuda-nos, pois, SENHOR, nosso Deus, porque em ti confiamos e no teu nome viemos contra esta multidão. SENHOR, tu és o nosso Deus, não prevaleça contra ti o homem. 
A despeito de curta, podemos extrair inúmeras lições dessa oração. Vejamos:
Foi uma oração de dependência: Asa reconhecia que não havia outra possibilidade de socorro além do Senhor. Ele não era uma saída, era a saída. Acreditar em outra solução para nossas lutas, além do refúgio no Senhor, é uma atitude idólatra. O mundo sempre nos diz “confie em si mesmo e vença!”, mas a Bíblia ensina “desconfie de si mesmo e volte-se para o Senhor!”. Deus não premia autossuficiência, mas autodesconfiança piedosa. Além disso, Asa demonstra conhecer um princípio bíblico muito importante: “1 + Deus” é sempre maioria. Note que o exército de Asa contava com apenas 580 mil homens (v.8), pouco mais que a metade da tropa inimiga, mas isso não o intimidou, não o fez voltar atrás e/ou murmurar, pelo contrário, assim que soube da investida de Zerá, “saiu contra” este (v.10).
Não foi uma oração oportunista: note que o povo de Deus estava em paz porque vivia em fidelidade ao Senhor. O repouso até então era uma recompensa declarada de Deus ao zelo do rei e seu povo. Isso nos ensina dois princípios bíblicos: primeiro, fidelidade a Deus não é garantia de repouso eterno. O povo não havia pecado e o Rei era piedoso, mas a tribulação veio mesmo assim. A confiança da nação estava em teste e o nome do Senhor tinha que ser glorificado na guerra da mesma maneira que na paz. O segundo princípio, que deriva do primeiro, é que estar em paz com Deus nos dá mais confiança para orarmos em tempos de luta. Se Judá, anteriormente, estivesse em pecado, a oração seria bem outra, talvez desesperada ao invés de confiante, oportunista ao invés de sincera.  No entando, Asa, em sinceridade, disse: “Ajuda-nos, NOSSO Deus...tu és o nosso Deus”.
Procure se armar, mas nunca deixe de confiar: do verso 6 ao 8 vemos que Judá estava se fortalecendo do ponto de vista bélico. Aproveitando os tempos de paz, Asa mandou construir muitas torres, muros e cidades. Além disso, constituiu para si um exército superior a meio milhão de homens valentes. Contudo, nosso inimigo é sagaz e despertou a ira de um reino muito mais forte. É provável que Asa tenha sido tentado a olhar para o que havia construído ao longo dos 10 anos e pensar: “é, acho que consigo enfrentar essa!”. Mas não! Suas conquistas e planos de outrora não desviaram sua confiança do Deus Todo-Poderoso, pelo contrário, sua oração é que “porque em ti confiamos e no teu nome viemos contra esta multidão”. Asa estava colocando seus resultados nas mãos de Deus, ele sabia que seus próprios méritos jamais seriam capazes de conquistar aquela vitória, mas o Deus da paz lutaria por ele em meio à guerra. A lição para nós, crentes, é: desenvolvamos nossa salvação (Fp 2.12) por meio da Palavra, oração, comunhão dos santos, mas sempre colocando nossos resultados espirituais nas mãos de Deus.
O fruto de uma tão poderosa oração não poderia ser outro. Os etíopes foram aniquilados (v.13) e seus tesouros foram apropriados pelo povo de Judá. Como se não bastasse, Deus deu vitória sobre todas as cidades ao redor de Gerar que haviam dado apoio aos inimigos (v.14), fazendo com que o povo de Deus voltasse para casa vitorioso e cheio de riquezas.
Olhemos para o tamanho do nosso Deus e sejamos fiéis a ele, certos de que sua fidelidade é perfeita e sua presença é certa em qualquer batalha! Que nossas orações, sendo curtas ou não, possam demonstrar a mesma confiança de Asa!

Em Cristo,
Thiago Holanda.

quinta-feira, 29 de setembro de 2016

Verdade e aprovação dos outros! (por Timothy Keller)


    Alguns livros nos presenteiam com palavras preciosas e ministram muito ao nosso coração com trechos que são poderosamente usados pelo Espírito Santo para nos tocar.
    Estou terminando de ler o livro Gálatas para você (imagem abaixo) do Timothy Keller, e fui abençoado com um pequeno trecho muito lindo. Para não desfrutar disso sozinho, compartilho com você, meu amado leitor.

"O evangelho nos liberta da necessidade da aprovação e adoração alheias, de modo que podemos confrontar e irritar as pessoas que amamos, se for o melhor para elas. Embora nem sempre funcione, esse é o único tipo de comunicação que transforma de fato as pessoas. Se você ama alguém de maneira tão egoísta que não consegue correr o risco de se expor à sua raiva, jamais lhe dirá a verdade que ela precisa ouvir. Se, por outro lado, você diz a uma pessoa a verdade que ela necessita ouvir, mas com rispidez e sem a angústia de quem ama, ela não lhe dará mais ouvidos.
Se, no entanto, ao falar a verdade, seu discurso é acompanhado de verdadeiro amor, há grande possibilidade de que ele penetre o coração alheio e cure. O ministério fundamentado no evangelho é mercado pela sinceridade amorosa, não pela distorção dos fatos, pela preocupação com a imagem e pela adulação.
Esse tipo de ministério do evangelho é oneroso para o ministro. Nem sempre é fácil para quem está recebendo a ministração. Mas baseia-se na verdade, aponta para Cristo e vale a pena, por toda a eternidade. (...)"
Referência:
KELLER, Timothy. Gálatas para você.  São Paulo: Vida Nova, 2015.


Em Cristo,
Thiago Holanda.


segunda-feira, 26 de setembro de 2016

A Justificação pela Fé em Gálatas 2.15-21.






Observação: esse artigo foi escrito como trabalho de conclusão da

A epístola aos Gálatas representa uma incisiva defesa do evangelho. Paulo, usando sua perspicácia teológica, faz uma defesa bem elaborada da verdadeira salvação em Jesus Cristo. Mas, o que estava acontecendo para que essa defesa fosse necessária?
No primeiro século da era cristã existiam duas igrejas fortes e dinâmicas: Jerusalém e Antioquia. A primeira, predominantemente judaica, possuía grande prestígio, por ser a sede do próprio judaísmo e onde estavam a maioria dos apóstolos. Antioquia era predominantemente gentílica e crescia bastante, basta observar que Paulo e Barnabé eram missionários desta igreja. Ao ver o crescimento acelerado do evangelho em Antioquia, alguns membros da igreja de Jerusalém foram visita-la e começaram a constranger os gentios a seguir rituais do judaísmo, como a circuncisão. Paulo e os lideres, ao serem informados do fato, foram para Jerusalém a fim de realizarem o primeiro concílio da igreja e discutir essa matéria, o que é narrado em Atos 15.
O concílio foi unânime: somente a fé em Jesus Cristo salva. Decidida a questão, enviaram Paulo e Barnabé para inúmeras igrejas com o propósito de tratar desse assunto e comunicar a decisão do concílio. Contudo, enquanto Paulo e Barnabé seguiram um caminho, os judaizantes seguiam outro e começaram também a visitar algumas igrejas, a fim de “judaizá-las” e atacar a figura do apóstolo Paulo. Uma dessas igrejas foi a da Galácia. Paulo, então, ouvindo que o desvio doutrinário chegara aos gálatas, redige essa epístola e, com um tom ácido, exorta os irmãos a voltarem para o verdadeiro evangelho.
Inúmeros argumentos, apelos e explicações são desenvolvidas pelo apóstolo ao longo da epístola. Nesse artigo, queremos abordar sobre um dos trechos, onde o apóstolo trata especificamente sobre uma das doutrinas centrais do cristianismo, a justificação pela fé. Vejamos:
Gálatas 2:15-21
(15)  Nós, judeus por natureza e não pecadores dentre os gentios,
(16)  sabendo, contudo, que o homem não é justificado por obras da lei, mas sim, pela fé em Cristo Jesus, temos também crido em Cristo Jesus para sermos justificados pela fé em Cristo, e não por obras da lei; pois por obras da lei nenhuma carne será justificada.
(17)  Mas se, procurando ser justificados em Cristo, fomos nós mesmos também achados pecadores, é porventura Cristo ministro do pecado? De modo nenhum.
(18)  Porque, se torno a edificar aquilo que destruí, constituo-me a mim mesmo transgressor.
(19)  Pois eu pela lei morri para a lei, a fim de viver para Deus.
(20)  Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim; e a vida que agora vivo na carne, vivo-a na fé no filho de Deus, o qual me amou, e se entregou a si mesmo por mim.
(21)  Não faço nula a graça de Deus; porque, se a justiça vem mediante a lei, logo Cristo morreu em vão.

O contexto dessa passagem é a narrativa de Paulo acerca de uma discussão com Pedro, onde este, de forma dissimulada, se afastou da comunhão com os gentios por conta da chegada de um grupo de judaizantes. Paulo, então, repreendeu-o publicamente, passando a discursar sobre a justificação pela fé. Analisemos o conteúdo da mensagem:

- versos 15,16: Paulo estava lembrando que eles, judeus convertidos a Cristo, já tinham conhecimento de que as obras da lei não justificavam nenhum homem diante de Deus. É como se Paulo quisesse dizer: “Nós sempre nos achamos melhores que os gentios pecadores, pois éramos o povo escolhido, mas agora a mensagem do evangelho nos impactou profundamente, pois descobrimos que somos pecadores iguais a todos os outros, e que a obediência a lei não salva ninguém”. Paulo estava preparando o terreno para dizer: se nós já sabemos de onde provém nossa salvação, porque iríamos impor o jugo desnecessário da lei sobre os gentios?
- verso 17: Esse verso é complexo e possui muitas interpretações. Hendrinksen[1] diz que Paulo estava fazendo uma pergunta retórica, ou seja: “se” os Judaizantes estivessem corretos na necessidade de observância da lei, Cristo faria com que os homens pecassem, pois foi o próprio que, em vários momentos, ensinou a justificação somente pela fé. Cristo disse que não é o que entra pela boca que contamina o homem, mas o que sai (Mt 15.1-20), que todos os alimentos são limpos (Mc 7.19) e que os homens são salvos somente por confiar nele (Mt 11.25). Seria um absurdo afirmar tal coisa.
- verso 18: ‘aquilo que destruí’ é a salvação baseada nas obras da Lei. Assim, se voltarmos a vida pregressa e acharmos que nossos méritos podem configurar posição de justiça diante de Deus, então, na verdade, estou me tornando, novamente, um transgressor.
- verso 19: para entender bem esse verso, é mister lembrarmos que Paulo foi um judeu exemplar, no sentido de que sua observância da lei era destaque entre os seus semelhantes em tempos de farisaísmo. Em Filipenses 3.6 ele diz que sua conduta, quanto à justiça que há na lei, era irrepreensível. Contudo, Paulo considerou tudo isso como nada, pois ao ter encontro com a graça de Cristo entendeu que era o principal dos pecadores e que somente por meio de Jesus era possível alcançar paz com Deus. Ou seja, somente “morrendo para a lei” era possível “viver para Deus”.         
- verso 20: essa passagem tem sido muito querida pelos cristãos de todas as épocas, pois resume toda a mensagem do evangelho num aparente paradoxo: a verdadeira vida está em participar da crucificação de Cristo. Não no sentido literal, mas por meio da fé Nele, onde o mesmo torna-se senhor de tudo. Paulo está chegando a reta final desse impactante discurso sobre a justificação somente pela fé com uma mensagem do tipo: “sou tão indigno e sem méritos que, para poder viver, preciso estar morto em Cristo, pois Ele precisa viver em mim”. Cristo “viver” no cristão significa que, quando Deus olha para esse cristão, não o vê morto em delitos e pecados, mas vê Cristo santo e justo. Isso é justificação!
- verso 21: o que significa “fazer nula a graça de Deus”? Aplicando ao contexto da passagem e lembrando que Paulo estava dirigindo esse discurso aos que estavam presentes no conflito com Pedro, podemos concluir que significa algo assim: “se eu acreditasse que meus méritos poderiam conquistar boa situação diante de Deus eu faria nula a graça de Deus, e isso eu não faço!” Acreditar que somos merecedores de algo por parte de Deus tornaria a graça irrelevante e, por conseguinte, a morte de Jesus na cruz um ato totalmente desnecessário.

Portanto, a passagem analisada aqui finda o capítulo 2 expondo aos gálatas uma situação tensa, porém necessária, entre os dois apóstolos. Paulo não usa a situação no intuito de humilhar ou de sobressair a Pedro. O que estava em jogo era algo muito mais valioso que reputações, era a própria pureza do evangelho.






[1] HENDRIKSEN, Willian. Comentário do NT – Gálatas. São Paulo: Cultura Cristã. 2009.

sexta-feira, 5 de agosto de 2016

Um apelo aos professores das Escolas Bíblicas!



Era um domingo pela manhã como tantos outros e mais uma vez eu estava sentado nas primeiras fileiras da igreja esperando que a cerimônia de abertura da EBD terminasse e, então, poder me dirigir, com meus alunos, para sala de aula. Até que uma jovem, também professora, senta ao meu lado e, depois de cumprimentar-me, diz (com um sorriso no rosto):

- Acredita que eu não sei nem o tema da lição de hoje!?

Confuso, pergunto:

- Sério? Mas como você vai dar aula assim?

- Ahhh, isso é besteira! Meus alunos são novos, eu chego na sala, vejo o tema da lição, fico falando qualquer coisa pra enrolar, depois faço uma ou duas brincadeiras e dá o tempo de terminar a aula.

Confesso que não respondi nada. Na hora, dei um sorriso meio amarelado e sem jeito. Mas, infelizmente, essa situação não tem graça nenhuma. Ela reflete a pouca (as vezes, nenhuma) importância que é dada ao ministério do ensino em nossas igrejas. Minha colega professora (hoje, não mais – graças a Deus!) representa um comportamento muito comum entre os docentes de escolas bíblicas. Por que isso acontece? Quais as consequência disso? O que leva uma igreja de 100 membros a ter somente 10 ou 20 alunos frequentando sua Escola Bíblica?

O episódio com minha colega professora me fez refletir por muitas semanas sobre a crise evangélica que vivemos hoje. A maioria dos cristãos vive uma religião nominal, costumeiramente aderem a práticas não-bíblicas e tornam-se ouvintes compulsivos de “pregações” e músicas distantes da verdade de Deus. Não tenha dúvidas: a gênese desses e tantos outros males que nos assolam é a falta de ensino bíblico.

Creio que uma das maiores razões para o problema do ensino nas igrejas é a falta de critério na seleção dos mestres. O ensino é uma vocação, um chamado especial. O professor bíblico, claramente, precisa ter um amor pelo ensino da Palavra. Sua visão precisa ser a mesma do jardineiro que, todos os dias, pacientemente, rega cada planta do jardim, sabendo que ao longo da noite a transformação que ela sofrerá será minúscula mas que, ao longo prazo, todos verão as mudanças a olho nu. Precisamos parar de escolher professores simplesmente por falarem bem em público, serem desinibidos ou mesmo por se destacarem em qualquer outro serviço na igreja. A seleção precisa estabelecer outros critérios mais importantes!

A ausência da prática do estudo também é um problema sério, especialmente, por ser um problema cultural. O brasileiro não é muito simpatizante do estudo e da leitura séria, preferindo sempre uma boa partida de futebol ou deliciar-se com lixos midiáticos de um reality show qualquer. Isso torna professores e alunos mais preguiçosos na hora de ler a Bíblia ou livros cristãos de apoio.

Porém, é impossível chegarmos a um avivamento na igreja brasileira sem restauramos um profundo senso de urgência na meditação bíblica. É mister que voltemos a ensinar nosso povo a como ler cada livro da bíblia e apropriar-se, com sabedoria, das verdades reveladas por Deus.

Fui convidado para ser professor da EBD com 20 anos de idade. Na época, meu líder deixou claro os critérios que utilizou na minha seleção: boa frequência como aluno, bom hábito de leitura, frequência nos cultos, etc. Quando recebi o convite, fiquei bem surpreso e um pouco perdido, não sabia bem como proceder como professor. Por providência divina, fui colocado para dar aulas ao lado de uma professora mais experiente e muito dedicada que me ajudou bastante. Ao longo desses 9 anos de ensino, confesso que, a cada dia, fico mais apaixonado por esse ministério. É, provavelmente, o que faço com mais amor na casa de Deus e me dá angústia ver professores comportarem-se como a colega cuja história relatei no início.

Por isso, gostaria de fazer um apelo aos meus irmãos e irmãs que são mestres em suas igrejas.

1.    POR FAVOR, amem o ensino, ou então deixem-no: se você aceitou o convite para ministrar uma classe de estudo bíblico e descobriu que essa NÃO é a sua vocação. Exerça sua humildade e devolva o cargo para o líder, justifique seu motivo e deixe claro que está fazendo isso visando o crescimento do reino! Não aja com irresponsabilidade esperando que a liderança se canse de você e ponha outro em seu lugar. Além de desonesto é muito irresponsável!

2.    POR FAVOR, se preparem com antecedência para a aula: alunos não são bobos e percebem quando o professor não tem noção do que está falando. Quando termino minha aula no domingo pela manhã, já reservo parte do meu domingo à tarde para separar todo material bibliográfico de apoio que irei ler ao longo da semana. No sábado, já tenho todo meu esquema preparado e apenas reviso para aquecer a memória. Sei que é complicado organizar as agendas num mundo tão atarefado de compromissos, mas quando algo é prioridade, sempre disponibilizando tempo para isso. Por isso, entenda: ensino é ministério de altíssima prioridade na igreja local. Você, professor, está lidando com o amadurecimento espiritual de irmãos na fé! O que pode ser mais importante do que isso?

3.    POR FAVOR, leiam muito: é inadmissível um professor que não gosta de estudar! Quando que você leu um bom livro cristão pela última vez? Você se contenta com poucas páginas de subsídios ou busca aprofundar-se no tema na qual vai ministrar? Aulas superficiais desmotivam nossos alunos e os fazem se acostumar com mensagens e leituras superficiais das escrituras. Lembre-se: pérolas não flutuam!

4.    POR FAVOR, amem seus alunos fora da sala de aula: busque contato com eles ao longo da semana, se interesse pela vida espiritual, familiar, profissional de cada um. Procure-os nas redes sociais, mande versículos bíblicos, convide-os para sair...enfim, faça contato além da sala de aula. Você não é professor profissional, você é um professor-irmão-em-Cristo e, como tal, deve amar seu irmão. Alunos percebem quando seu interesse por ele resume-se a, simplesmente, que ele seja um corpo presente a mais no domingo pela manhã.

Enfim, esse artigo foi só um rápido desabafo. Espero que você, professor, tenha feito uma autoavaliação sobre seu ministério de ensino. Lembre-se do que Paulo diz em Romanos 12.7: “Se o ministério é...ensinar, que haja dedicação...”.

Dedique-se!

Em Cristo,
Thiago Holanda.



sexta-feira, 22 de julho de 2016

3 livros que você precisa ler antes (e depois) de casar!


Que casamento é algo complicado todo mundo já sabe, e eu sempre procuro evito falar sobre isso, afinal, ainda vou completar 2 anos de casado (dia 9 de agosto), o que me torna um mísero calouro na vida matrimonial.
O que torna turo ainda mais difícil é a falta de preparo para entrar na vida a dois. Poucas pessoas estão disponíveis para dar conselhos sábios e, quase sempre, tem gente demais pra falar besteira e poluir sua mente com ideias equivocadas sobre casamento. Pra piorar, as pessoas gostam de se preparam pra tudo: vestibular, emprego, concurso, etc, mas parece que não acham importante a preparação pro casamento.
Você deve estar se perguntando: preparar como? É isso mesmo que você tem na cabeça: oração, fazer cursos, aconselhamento e ler sobre o assunto.
É sobre esse último que eu queria conversar um pouco. Sempre fui um aficionado por leitura. Amo ler. Desde minha infância, quando meus pais me deram minha primeira coleção de ‘livros’ (quadrinhos do Zé Carioca), comecei a desenvolver o hábito de ler.
Pois bem, quando fui casar, pensei: “Estudei muito pro vestibular, e passei! Estudei muito pra um concurso, e passei! Se agora é hora de casar, o que devo fazer? Sim, estudar pra isso também!”
Então eu e minha noiva nos dirigimos a uma livraria cristã e compramos cerca 14 livros (sim, sou exagerado) com o tema casamento/família. Devorei todos. Alguns me edificaram muito, outros me ajudaram um pouco e outros me fizeram perder um tempo precioso. No geral, o aprendizado foi bastante enriquecedor e minha própria esposa, hoje, reconhece o bem que aqueles livros fizeram ao nosso relacionamento, evitando alguns problemas iniciais.
Por isso, decidi publicar esse artigo com o objetivo de compartilhar essa minha experiência e indicar os 3 melhores livros, aqueles que mais me ajudaram/ajudam na vida matrimonial. Ei-los:

 1.     AS CINCO LINGUAGENS DO AMOR (Gary Chapman): esse livro é bem popular, inclusive, entre não-cristãos. Ele me ajudou muito no sentido de entender as diferenças entre as formas de expressar amor entre as pessoas. É incrível como pude conhecer mais sobre mim mesmo e minha esposa por meio desse livro. Quando descobri que ela falava a linguagem “Tempo de Qualidade”, passei a levar muito a sério o compromisso de, semanalmente, dedicar um tempo a ela, por mais que nossas vidas estivessem muito corridas. É uma leitura simples, agradável e recheada de exemplos práticos, você vai gostar muito.


2.     QUANDO PECADORES DIZEM SIM (Dave Harvey): outro título também bastante conhecido, mas só entre os cristãos. Dave Harvey escreveu esse livro com o objetivo de mostrar aos casais que as falhas de um cônjuge nascem num coração distante de Deus e isso é um fato que abrange todos. Veja essa interessante citação: “Se você é casado, ou casará em breve, está descobrindo que seu casamento não é um livro romântico. O casamento é a união de duas pessoas que trazem consigo a bagagem da vida. Essa bagagem sempre contém pecado. Com frequência, ela se abre durante a lua-de-mel; às vezes, espera até à semana seguinte. Contudo, a bagagem de pecado está sempre presente, por vezes confundindo os seus donos; por vezes, abrindo-se inesperadamente e expelindo conteúdos esquecidos. Não devemos ignorar nosso pecado, pois ele é o contexto em que o evangelho brilha mais intensamente. (...) para chegar ao âmago do casamento, devemos lidar com o âmago do pecado.” Esse livro é simples, sem deixar de ser teologicamente profundo. Uma leitura obrigatória.

3.     DEUS, CASAMENTO E FAMÍLIA (Kostenberger e David Jones): confesso que esse eu não comprei antes de casar, ganhei de presente de aniversário de uma amiga muito especial. Ele difere bastante dos outros pelo fato de não trazer princípios e aplicações para a vida a dois, mas se concentra na Teologia do Casamento, tratando-a com muito embasamento bíblico e lidando com questões importantíssimas, como: a atual crise cultural, as famílias no Antigo e Novo Testamento, divórcio, homossexualidade. Os autores vão fundo na teoria bíblica e dão lições muito preciosas. Apesar de ser profundo, esse livro pode ser lido por qualquer cristão, pois a linguagem é bem acessível.

Enfim, eu ficaria muito feliz se soubesse que, por conta desse artigo, você decidiu comprar um desses livros (ou todos) e que isso trouxe resultados abençoadores pra você e sua(seu) esposa(o)! Não quero que pense que lê-los vai livrá-lo(a) de problemas conjugais, não seja tão ingênuo. Mas, garanto, ajudará bastante numa das tarefas mais importantes da sua vida: ser um(a) esposo(a) para Glória de Deus!

terça-feira, 19 de julho de 2016

Palestras em PDF (Homossexualidade; Idolatria do Coração)


Boa noite a todos!

Nas duas últimas terças-feiras (19 e 12) de Julho, estive ministrando duas palestras pra Juventude Peniel com os títulos: O QUE A BÍBLIA FALA SOBRE A HOMOSSEXUALIDADE e IDOLATRIA DO CORAÇÃO.

Cliquem nos títulos das palestras para baixar os respectivos PDFs das apresentações.