domingo, 13 de março de 2022

"Amigos"



Todos ficamos em choque quando, na semana passada, o deputado estadual de São Paulo Arthur do Val voltou de uma viagem na Ucrânia e disse coisas terríveis e lamentáveis a respeito das mulheres ucranianas, tais como “ela são fáceis por que são pobres”. De imediato, todos sentimos um nojo por essa atitude e o tribunal do Cancelamento, mais uma vez, colocou outro influencer no banco dos réus, e a sentença de CULPADO foi rápida.

Dias depois, o deputado postou um vídeo explicando o que tinha acontecido e afirmando que o real propósito da viagem não tinha nada a ver com a fala do áudio, mas sim o de fazer uma cobertura da guerra e levantar fundos para o povo sofrido de lá. Particularmente, eu acreditei nele quanto a isso (acho também que tinha um propósito de marketing político).

Porém, o que mais me chamou a atenção no vídeo de explicação do deputado, foi o contexto em que a fala foi proferida. Segundo o próprio, ele tinha terminado a missão de entregar suprimentos doados e já estava se preparando para voltar quando decidiu mandar vários áudios para familiares e amigos contanto que estava bem e narrando como a experiência tinha sido boa. Em um desses grupos de “amigos”, uma pessoa perguntou como eram as mulheres ucranianas e, foi então, que o terrível áudio saiu.

O deputado sabia que o áudio era uma molecagem e muito desrespeitoso. Porém, ele ainda assim gravou provavelmente por que acreditou estar em uma ambiente seguro. Ou seja, ele se sentia entre “amigos”.

O grande problema foi que um desses “amigos” vazou o áudio e o resto da história nós já sabemos.

Essa horrível experiência vivida por ele nos serve de alerta para algo muito importante: quem são nossos “amigos” de verdade?

Arthur do Val confiava nas pessoas com quem ele falava. Porém, essa confiança foi completamente frustrada e hoje ele paga pelo que disse.

Eu e você temos de lidar com muitas pessoas ao longo na vida, seja no trabalho, família, vizinhança ou igreja. Somos desafiados a nos relacionar e, nessa caminhada, acabamos amando várias dessas pessoas, a quem chamamos AMIGOS.

Porém, amigos podem ser mal escolhidos. Se não possuirmos os critérios corretos, vamos nos cercar de pessoas que trairão nossa confiança e nos decepcionarão além da conta.

Quais critérios devo utilizar para escolher bons amigos?

A Bíblia nos ensina alguns e acho que são válidos para qualquer época:

1.  -  Amigos de verdade dão conselhos bons e verdadeiros (isso envolve as vezes dizer algo que não queremos ouvir) – Provérbios 27.9

2.  - Amigos são nossos companheiros para todos os momentos, especialmente os mais difíceis – Provérbios 17.17

3.  -  O verdadeiro amigo preocupa-se com o nosso amadurecimento – Provérbios 27.17

4.  -  Amigos perdoam nossas ofensas e demonstram amor – Provérbios 17.9

Esse preciosos conselhos bíblicos são úteis para que você possa entender que o critério para a escolha de um bom amigo deve ser levado muito a sério. Tenha muito cuidado com quem você decide caminhar e compartilhar os momentos bons da vida.

O mundo está repleto de pessoas que se fazem de amigos, mas que puxam nosso tapete na primeira oportunidade.

Deus te abençoe.

 




 

domingo, 12 de setembro de 2021

Você já se sentiu um lixo?


 


Vivemos a era dos descartáveis. Hoje não costumamos mais consertar eletrodomésticos, preferimos comprar um novo. Não costuramos mais roupas rasgadas, compramos novas.

 Nosso prazer hoje não é ter algo por muito tempo, mas poder trocar nossos pertences com a maior velocidade possível. Essa lógica, por si só, não é ruim. O problema é que ela também se tornou regra nos nossos relacionamentos.

 É comum vivermos hoje a sensação de sermos descartáveis para os outros. Parece que não há mais prazer em manter relacionamentos duradouros, pois eles dão “muito trabalho” e “perdem a graça”. Para piorar, vivemos um tempo em que as pessoas cada vez mais querem ser compreendidas, mas não compreendem. Amam falar das suas dores e angústias, mas não emprestam seus ouvidos e corações para a dor alheia. São rápidas em receber, mas lentas em dar. Perdem muito perdão, mas odeiam perdoar.

 Não sei vocês, mas tudo isso nos traz a sensação de sermos um mero “lixo”, que precisa ser jogado fora para dar lugar ao “novo”. A dor de se sentir descartável pode ser ignorada no curto prazo, mas no longo prazo causa sequelas quase intransponíveis. Se você sente essa dor, não a ignore.

 Talvez seja essa dor que faz nossa geração viver escravizada pela ansiedade e depressão, precisando aliviar angústias em substâncias tóxicas e pseudo-prazerozas, como uma forma de escapar dessa angústia de se sentir “lixo”.

 Tenho, porém, uma mensagem de esperança para você: VOCÊ NÃO É UM LIXO.

 Não...não estou tentando dar uma de coach, estou apenas fazendo um diagnóstico mais completo: você é fruto de uma criação amorosa e perfeita...

 Deus, em toda sua majestade e poder, criou todas as coisas que existem e carimbou você com uma identidade que não pode se perder....você é “coroa da criação” (1 Coríntios 11.7). Isso significa que você é único/única e que, mesmo sendo tratado como descartável por terceiros, o Deus todo poderoso te fez único e te vê exatamente dessa forma.

 Portanto, somente em Jesus você poderá encontrar sua verdadeira identidade e olhar para si próprio(a) e jamais se sentir um lixo novamente, pois você exatamente saberá de onde veio e qual seu propósito de existência.

 Que o amor de Deus alcance o teu coração.


Em Cristo,

Thiago Holanda

12/09/2021


sexta-feira, 30 de julho de 2021

A espetacularização da dor.


Tenho percebido um fenômeno muito curioso (e lamentável) no comportamento de algumas pessoas nas redes sociais. É a espetacularização do sofrimento. Vou exemplificar:

Recentemente, uma conhecida passou por uma situação muito triste de falecimento na família, e fiquei um tanto surpreso ao ver postado nos stories dela uma sequência de quase 3 minutos somente de choro para os seus mais de 2 mil seguidores (a maioria desconhecidos). Em outra feita, uma ex colega de faculdade, que está tentando seguir a carreira de ‘influencer’, postou para os seus quase 4 mil seguidores uma descrição detalhada dos motivos do seu divórcio, inclusive disparando ofensas para o seu ex-marido.

Não sei se a origem desse comportamento é a extrema carência emocional que as pessoas hoje enfrentam, ou se, por acaso, há um desejo de usar as próprias dores da vida para ganhar palco nas redes sociais e conquistar mais ‘engajamento’. No final das contas, não importa o motivo, continua sendo espantoso ver esse tipo de coisa.

A maturidade e o tempo nos ensinam que precisamos SIM de amigos próximos, de gente que vai rir e chorar a cada vitória e tropeço na vida. Mas nós também aprendemos que as dores são didáticas e devem ser digeridas somente com aqueles que caminham lado a lado conosco. Acredite: se você levar a dor para o palco, JAMAIS APRENDERÁ COM ELA, pois nem todos que acompanham sua vida estão interessados no seu crescimento ou felicidade.

Um último conselho: se você quer ter a certeza de que vai ter alguém ao seu lado para enfrentar os momentos difíceis da vida, então ORE! Isso mesmo, faça uma oração. Em Mateus 6.6, Jesus diz que quando quisermos orar, que entremos no nosso quarto, fechemos a porta e falemos com o Pai, pois Ele nos ouvirá. Deus consegue enxergar em nós até aquilo que nós mesmos não podemos ver.

“Mas tu enxergas o sofrimento e a dor; observa-os para tomá-los em tuas mãos. A vítima deles entrega-se a ti; tu és o protetor do órfão.” (Salmos 10:14)

Em Cristo,
Thiago Holanda.
29/07/2021.

 

sábado, 11 de julho de 2020

Pobres e necessitados (breve meditação no Salmo 40)


Mas eu sou pobre e necessitado; contudo o Senhor cuida de mim. Tu és o meu auxílio e o meu libertador; não te detenhas, ó meu Deus. (Salmos 40:17)

POBRES E NECESSITADOS

Um dos pecados que Deus mais abomina é o culto à personalidade. Esse foi o motivo da queda de Satanás. Esse pecado consiste, de forma bem direta, em “substituir” Deus por um terceiro. Homens amam substituir Deus. Ao longo da história presenciamos líderes políticos, religiosos e militares buscarem a todo custo uma glória que não os pertence. O homem sem Deus tem o desejo de ocupar o lugar do Eterno a todo custo.  Ainda hoje, assistimos aos noticiários e presenciamos, ao vivo, inúmeras demonstrações de soberba por parte de homens e mulheres que mal sabem que são pó e ao pó, um dia, voltarão (Gênesis 3.19).

Nesse texto, o Salmista nos ensina uma valiosa lição: somos pobres e necessitados. Nada temos. Nada somos. Nada podemos. Somos vulneráveis a quase tudo na vida. Podemos sucumbir diante de uma doença ou um acidente. A vida é como uma fumaça, que agora vemos, mas logo se esvai. Contudo, não temos porque nos desesperar diante de tamanha fragilidade, pois o Senhor cuida de nós.

Em nossas fraquezas, ele nos fortalece. Em nossa doença, Ele nos cura. Em nossa fragilidade, Ele nos guarda. Em nossas angústias, Ele nos acalma. 

Deus jamais nos abandonará.


Em Cristo,
Thiago Holanda,

23/05/2020.

quinta-feira, 9 de julho de 2020

Conte os seus dias! (breve meditação no Salmo 90)


“Ensina-nos a contar os nossos dias para que o nosso coração alcance sabedoria”.


(Salmo 90:12)


Conte os seus dias!


A crise que vivemos tem aflorado sentimentos muito negativos: tristeza, raiva, ansiedade, etc. Estamos vivendo uma onda de inúmeras preocupações sucessivas com o nosso futuro. Hora a preocupação vem com a nossa saúde, hora com a subsistência futura, que também está gravemente ameaçada. Contudo, não quero me deter nas aflições da pandemia. Já bastam os inúmeros noticiários e mensagens trágicas via celular que recebemos a todo instante. 

Quero convidá-lo, querido leitor, a tentar aprender algo de positivo que muitos receberam nessa pandemia e nem mesmo se deram conta: me refiro ao tempo. Sim, isso mesmo. Para a maioria das pessoas, o isolamento que vivemos trouxe o “tempo” de presente. Sem precisar desperdiçar horas em transportes públicos, reuniões intermináveis, aulas sem fim, compromissos sociais irrelevantes, etc...nós acabamos por nos encontrar com um saldo diário de tempo com a qual nossa geração não se acostumou a lidar. Muitos de nós foram desafiados, pela primeira vez, a poder comandar e utilizar, com o que achar melhor, o próprio tempo. Por incrível que pareça, muito entraram em crise ao ter quer tomar essa decisão. Isso mesmo: crise! Não saber o que fazer com esse saldo de tempo levou muita gente a gastá-lo de forma inadequada, com futilidades e distrações completamente sem propósito. Conheço cristãos que, com o isolamento, passaram a devorar séries televisivas, assistir inúmeros telejornais, consumir desenfreadamente diversões desprovidas de qualquer propósito! Fica, então, as perguntas: e o seu devocional? e a vida de oração? E os estudos bíblicos?


Quero desafiar você, caro leitor, a entender a mensagem de Moisés no Salmo 90. Você recebeu, nos últimos dias, um presente preciosíssimo: o tempo. Use-o com sabedoria. Contar os dias significa entender que esse presente é limitado e contá-lo diz respeito a valorizá-lo. E quando falamos em valorizar, no sentido espiritual, significa utilizá-lo com aquilo que pode ter algum propósito eterno. 

Será que você sairá desse isolamento mais cheio de Deus? Compreenderá passagens novas da escritura? Terá orado mais? Se para todas essas perguntas sua resposta é NÃO, eu lamento! Pois até aqui seu isolamento está sendo completamente INÚTIL.


Tudo o que não é eterno, é eternamente inútil. (C.S Lewis)


Em Cristo,
Thiago Holanda
16/05/2020

domingo, 28 de junho de 2020

Os 3 passos de Salomão



Um dos personagens bíblicos que sempre admirei foi Salomão. Sua história, apesar de controversa em diversos aspectos, me deixa maravilhado. Suas vitórias, o reino consolidado, sua glória diante de outros reis e, certamente, sua sabedoria. Sim, sua marcante sabedoria...

Aprender com a vida de Salomão e ler seus conselhos é deleitar-se no que há de mais simples e, ao mesmo tempo, mais complexo na vida.

Quero, neste texto, tratar de um dos episódios mais belo na vida desse homem: o momento em que ele ora pedindo sabedoria.

Em 1 Reis 3.3-15, lemos um relato interessante: Deus aparece a Salomão em sonhos e diz “pede-me o que quiseres”. Já imaginou essa cena? O soberano do universo te dar a oportunidade de você escolher o que bem entender. Que maravilha, hein?

Contudo, maravilhoso mesmo foi o pedido feito por Salomão: sabedoria. Não foram riquezas, poder, nem mesmo longevidade, mas sabedoria. Salomão, por meio desse episódio, nos revela 3 passos que devemos tomar em todos os momentos decisivos de nossa vida, são eles:

Passo 1: Salomão olhou para si mesmo e disse: NÃO POSSO.
“Mas eu não passo de um jovem e não sei o que fazer. ” (1 Reis 3:7)

Salomão aqui nos ensina uma lição muito valiosa: o primeiro passo para adquirir mais sabedoria é reconhecer que não a temos. Devemos olhar para nós mesmos com humildade e reconhecer que nada temos e nada podemos e que somente em Deus podemos realizar algo significativo nesta vida. Salomão, mesmo já sendo rei, reconheceu-se como um “jovem” (ou “menino” em outras traduções). Líderes, políticos e empresários, ao perceberem a influência que exercem no ambiente em que vivem, começam a trilhar o caminho da prepotência, que olha para os outros de cima para baixo. Salomão andou na contramão, mostrando a importância de trilhar o caminho da humildade.

Passo 2: Salomão olhou para as circunstancia e disse: É IMPOSSÍVEL.
“Teu servo está aqui entre o povo que escolheste, um povo tão grande que nem se pode contar.” 1 Reis 3:8

Salomão sabia que tinha diante de si uma tarefa gigantesca. Ele era jovem e tinha a difícil missão de liderar uma nação recém estabelecida. Você pode imaginar o tamanho do desafio? Salomão veio de uma família complicada. Davi apresentou algumas falhas em sua vida familiar e, apesar de ter sido um grande homem de Deus, enfrentou diversas dificuldades nessa área da vida e Salomão foi criado nesse ambiente um tanto complicado. Sua própria ascensão ao trono foi marcada por disputas familiares. Jovem, inexperiente e já reinando com alguns opositores em seu encalço...restou a Salomão constatar a impossibilidade de sua missão.

Passo 3: Salomão olhou para Deus e disse: SÓ TU, SENHOR!
“Dá, pois, ao teu servo um coração cheio de discernimento para governar o teu povo e capaz de distinguir entre o bem e o mal. Pois, quem pode governar este teu grande povo?” (1 Reis 3:9)

Depois de perceber que não possuía capacidade em si próprio e de entender a dimensão da sua missão, Salomão nos ensina algo muito valioso: somente Deus pode nos ajudar a vencer. Sim, ele precisava entender essa última verdade, caso contrário, entender as duas primeiras não trariam proveito algum. Salomão pediu ao Senhor aquilo que nenhum livro ou conselheiro jamais poderia dar: um coração sábio. Não importa quantos livros nós lemos, quantas horas gastamos lendo a Bíblia ou livros teológicos. Podemos frequentar todas as palestras de liderança e de “coachs mágicos” que há em nossa cidade. Sem Deus não poderemos alcançar um coração sábio.

Se você lidera uma igreja, grupo de jovens, ministério infantil, ou mesmo exerce alguma função de liderança em sua empresa, você precisa entender e praticar os 3 passos de Salomão no seu dia a dia. Se assim o fizer, acharás pérolas valiosas de sabedoria e Deus honrará tudo aquilo que você faz. Afinal, quem pode governar este grande povo?


Em Cristo,
Thiago Holanda.
28/06/2020.

sexta-feira, 27 de abril de 2018

Estevão e o inconformismo espiritual.





Atos 7.60: “SENHOR, NÃO LHES IMPUTE ESSE PECADO...”

Assim como Jesus, Estevão perdoou verbalmente seus assassinos minutos antes da sua morte. Se pensarmos bem, ele “não precisava” ter feito isso, pois estava convicto da sua salvação (alguns instantes antes ele tinha visto a glória de Deus). Mas, mesmo assim, nos segundos finais da sua jornada, ele queria se parecer um pouco mais com Jesus. Isso nos faz pensar em “inconformismo espiritual”, ou seja: não se contentar com seu atual estado de espiritualidade e querer sempre aprender e buscar mais de Deus.

Porque Deus permitiu que Estevão morresse de forma tão cruel?

A morte para um cristão sempre será um alívio dos fardos desse mundo. A Bíblia diz que a morte de um justo alegra o coração do Senhor (Sl 116.15), pois esse servo será recebido na eternidade para um relacionamento perfeito com seu Criador. Além disso, a morte de Estevão o honrou, pois ele foi inserido na história da igreja e seu martírio tem edificado crentes de todo o mundo desde então.

O que podemos aprender com Estevão?

Duas coisas:

1. Buscar a todo custo ser mais parecido com Jesus. Jamais abandonemos esse objetivo.

2. Perdoar aqueles que nos ofendem é uma atitude que nos torna mais parecidos com Jesus.

Será que preciso perdoar alguém?


Em Cristo,
Thiago Holanda
06/08/2015.


quinta-feira, 5 de abril de 2018

A gratidão e o teste do tempo




Lendo as passagens de 1 Samuel 11.1-11 e 1 Samuel 31.11-13, aprendo sobre Gratidão.

As duas passagens narram dois episódios muito diferentes da vida do Rei Saul. Na primeira, vemos o começo do seu reinado onde confrontado pelos amonitas, que ameaçavam o povo de Jabes-Gileade, foi tremendamente usado pelo Espírito Santo e conquistou uma bela vitória, humilhando os inimigos do povo de Deus. Na segunda passagem, vejo um contexto muito diferente. Depois de muita desobediência ao Senhor e descontrole emocional, o seu governo estava ameaçado e sofrendo fortes ataques externos, terminando com uma amarga derrota pelos filisteus, que o fez tirar a própria vida.

Mas o que me chamou à atenção foi a atuação do povo de Jabes-Gileade nesses dois momentos. Na primeira narrativa, foram salvos pelo Rei de um ataque brutal dos inimigos. Cerca de 40 anos depois, souberam demonstrar respeito e gratidão a Saul empreendendo uma missão perigosíssima para resgatar o corpo do Rei no meio da noite, dentro do terreno inimigo e o darem um sepultamento digno da realeza.

O povo de Jabes-Gileade soube ser grato ao Rei, independente do quanto ele tenha se afastado e sido rejeitado pelo próprio Deus, isso nos leva a uma reflexão: temos sido gratos a Deus? Por quanto tempo as bênçãos de Deus ficam registradas em nossa memória? 

O povo de Jabes-Gileade guardou na memória por 40 anos, e você?

Geralmente, tendemos a esquecer muito rapidamente os bons feitos que os outros nos fazem, e com relação a Deus não é diferente. Gostamos muito de reclamar das pequenas provas do presente e esquecermos os grandes feitos Dele no passado.

Então, como podemos demonstrar maior gratidão ao Senhor? Creio que nossas atitudes e palavras são fundamentais, e o salmista declara: “meditarei também em todas as tuas obras, e falarei dos teus feitos.” (Salmo 77.12). Você precisa não só reconhecer tudo que Deus fez (e faz) por você, mas anunciar aos outros, como prova de que Ele é fiel a todos que o buscam. Esquecer dos benefícios de Deus é o mesmo que se esquecer Dele próprio. Quantas vezes não fazemos isso?

Lutar contra o pecado também é uma prova de gratidão ao Senhor, principalmente, pelo maior de todos os Seus feitos: a morte de seu filho Jesus para nos salvar. Ao me render aos prazeres superficiais do pecado, estou sendo ingrato a Deus.

Lembre-se continuamente de todos os feitos de Deus por você! Como? Uma dica prática: anote-os! Isso mesmo, guarde consigo um bloco de notas, agenda, ou qualquer outra coisa onde você possa registrar tudo isso. Não confie em sua memória, ela sempre falha. Que tal começar agora? O que Deus fez por você ao longo do ano passado?

Os cidadãos de Jabes-Gileade guardaram gratidão por 40 anos a um homem. Por quanto tempo você guardará gratidão a Deus?


Em Cristo.

Thiago Holanda.