sábado, 11 de julho de 2020

Pobres e necessitados (breve meditação no Salmo 40)


Mas eu sou pobre e necessitado; contudo o Senhor cuida de mim. Tu és o meu auxílio e o meu libertador; não te detenhas, ó meu Deus. (Salmos 40:17)

POBRES E NECESSITADOS

Um dos pecados que Deus mais abomina é o culto à personalidade. Esse foi o motivo da queda de Satanás. Esse pecado consiste, de forma bem direta, em “substituir” Deus por um terceiro. Homens amam substituir Deus. Ao longo da história presenciamos líderes políticos, religiosos e militares buscarem a todo custo uma glória que não os pertence. O homem sem Deus tem o desejo de ocupar o lugar do Eterno a todo custo.  Ainda hoje, assistimos aos noticiários e presenciamos, ao vivo, inúmeras demonstrações de soberba por parte de homens e mulheres que mal sabem que são pó e ao pó, um dia, voltarão (Gênesis 3.19).

Nesse texto, o Salmista nos ensina uma valiosa lição: somos pobres e necessitados. Nada temos. Nada somos. Nada podemos. Somos vulneráveis a quase tudo na vida. Podemos sucumbir diante de uma doença ou um acidente. A vida é como uma fumaça, que agora vemos, mas logo se esvai. Contudo, não temos porque nos desesperar diante de tamanha fragilidade, pois o Senhor cuida de nós.

Em nossas fraquezas, ele nos fortalece. Em nossa doença, Ele nos cura. Em nossa fragilidade, Ele nos guarda. Em nossas angústias, Ele nos acalma. 

Deus jamais nos abandonará.


Em Cristo,
Thiago Holanda,

23/05/2020.

quinta-feira, 9 de julho de 2020

Conte os seus dias! (breve meditação no Salmo 90)


“Ensina-nos a contar os nossos dias para que o nosso coração alcance sabedoria”.


(Salmo 90:12)


Conte os seus dias!


A crise que vivemos tem aflorado sentimentos muito negativos: tristeza, raiva, ansiedade, etc. Estamos vivendo uma onda de inúmeras preocupações sucessivas com o nosso futuro. Hora a preocupação vem com a nossa saúde, hora com a subsistência futura, que também está gravemente ameaçada. Contudo, não quero me deter nas aflições da pandemia. Já bastam os inúmeros noticiários e mensagens trágicas via celular que recebemos a todo instante. 

Quero convidá-lo, querido leitor, a tentar aprender algo de positivo que muitos receberam nessa pandemia e nem mesmo se deram conta: me refiro ao tempo. Sim, isso mesmo. Para a maioria das pessoas, o isolamento que vivemos trouxe o “tempo” de presente. Sem precisar desperdiçar horas em transportes públicos, reuniões intermináveis, aulas sem fim, compromissos sociais irrelevantes, etc...nós acabamos por nos encontrar com um saldo diário de tempo com a qual nossa geração não se acostumou a lidar. Muitos de nós foram desafiados, pela primeira vez, a poder comandar e utilizar, com o que achar melhor, o próprio tempo. Por incrível que pareça, muito entraram em crise ao ter quer tomar essa decisão. Isso mesmo: crise! Não saber o que fazer com esse saldo de tempo levou muita gente a gastá-lo de forma inadequada, com futilidades e distrações completamente sem propósito. Conheço cristãos que, com o isolamento, passaram a devorar séries televisivas, assistir inúmeros telejornais, consumir desenfreadamente diversões desprovidas de qualquer propósito! Fica, então, as perguntas: e o seu devocional? e a vida de oração? E os estudos bíblicos?


Quero desafiar você, caro leitor, a entender a mensagem de Moisés no Salmo 90. Você recebeu, nos últimos dias, um presente preciosíssimo: o tempo. Use-o com sabedoria. Contar os dias significa entender que esse presente é limitado e contá-lo diz respeito a valorizá-lo. E quando falamos em valorizar, no sentido espiritual, significa utilizá-lo com aquilo que pode ter algum propósito eterno. 

Será que você sairá desse isolamento mais cheio de Deus? Compreenderá passagens novas da escritura? Terá orado mais? Se para todas essas perguntas sua resposta é NÃO, eu lamento! Pois até aqui seu isolamento está sendo completamente INÚTIL.


Tudo o que não é eterno, é eternamente inútil. (C.S Lewis)


Em Cristo,
Thiago Holanda
16/05/2020

domingo, 28 de junho de 2020

Os 3 passos de Salomão



Um dos personagens bíblicos que sempre admirei foi Salomão. Sua história, apesar de controversa em diversos aspectos, me deixa maravilhado. Suas vitórias, o reino consolidado, sua glória diante de outros reis e, certamente, sua sabedoria. Sim, sua marcante sabedoria...

Aprender com a vida de Salomão e ler seus conselhos é deleitar-se no que há de mais simples e, ao mesmo tempo, mais complexo na vida.

Quero, neste texto, tratar de um dos episódios mais belo na vida desse homem: o momento em que ele ora pedindo sabedoria.

Em 1 Reis 3.3-15, lemos um relato interessante: Deus aparece a Salomão em sonhos e diz “pede-me o que quiseres”. Já imaginou essa cena? O soberano do universo te dar a oportunidade de você escolher o que bem entender. Que maravilha, hein?

Contudo, maravilhoso mesmo foi o pedido feito por Salomão: sabedoria. Não foram riquezas, poder, nem mesmo longevidade, mas sabedoria. Salomão, por meio desse episódio, nos revela 3 passos que devemos tomar em todos os momentos decisivos de nossa vida, são eles:

Passo 1: Salomão olhou para si mesmo e disse: NÃO POSSO.
“Mas eu não passo de um jovem e não sei o que fazer. ” (1 Reis 3:7)

Salomão aqui nos ensina uma lição muito valiosa: o primeiro passo para adquirir mais sabedoria é reconhecer que não a temos. Devemos olhar para nós mesmos com humildade e reconhecer que nada temos e nada podemos e que somente em Deus podemos realizar algo significativo nesta vida. Salomão, mesmo já sendo rei, reconheceu-se como um “jovem” (ou “menino” em outras traduções). Líderes, políticos e empresários, ao perceberem a influência que exercem no ambiente em que vivem, começam a trilhar o caminho da prepotência, que olha para os outros de cima para baixo. Salomão andou na contramão, mostrando a importância de trilhar o caminho da humildade.

Passo 2: Salomão olhou para as circunstancia e disse: É IMPOSSÍVEL.
“Teu servo está aqui entre o povo que escolheste, um povo tão grande que nem se pode contar.” 1 Reis 3:8

Salomão sabia que tinha diante de si uma tarefa gigantesca. Ele era jovem e tinha a difícil missão de liderar uma nação recém estabelecida. Você pode imaginar o tamanho do desafio? Salomão veio de uma família complicada. Davi apresentou algumas falhas em sua vida familiar e, apesar de ter sido um grande homem de Deus, enfrentou diversas dificuldades nessa área da vida e Salomão foi criado nesse ambiente um tanto complicado. Sua própria ascensão ao trono foi marcada por disputas familiares. Jovem, inexperiente e já reinando com alguns opositores em seu encalço...restou a Salomão constatar a impossibilidade de sua missão.

Passo 3: Salomão olhou para Deus e disse: SÓ TU, SENHOR!
“Dá, pois, ao teu servo um coração cheio de discernimento para governar o teu povo e capaz de distinguir entre o bem e o mal. Pois, quem pode governar este teu grande povo?” (1 Reis 3:9)

Depois de perceber que não possuía capacidade em si próprio e de entender a dimensão da sua missão, Salomão nos ensina algo muito valioso: somente Deus pode nos ajudar a vencer. Sim, ele precisava entender essa última verdade, caso contrário, entender as duas primeiras não trariam proveito algum. Salomão pediu ao Senhor aquilo que nenhum livro ou conselheiro jamais poderia dar: um coração sábio. Não importa quantos livros nós lemos, quantas horas gastamos lendo a Bíblia ou livros teológicos. Podemos frequentar todas as palestras de liderança e de “coachs mágicos” que há em nossa cidade. Sem Deus não poderemos alcançar um coração sábio.

Se você lidera uma igreja, grupo de jovens, ministério infantil, ou mesmo exerce alguma função de liderança em sua empresa, você precisa entender e praticar os 3 passos de Salomão no seu dia a dia. Se assim o fizer, acharás pérolas valiosas de sabedoria e Deus honrará tudo aquilo que você faz. Afinal, quem pode governar este grande povo?


Em Cristo,
Thiago Holanda.
28/06/2020.

sexta-feira, 27 de abril de 2018

Estevão e o inconformismo espiritual.





Atos 7.60: “SENHOR, NÃO LHES IMPUTE ESSE PECADO...”

Assim como Jesus, Estevão perdoou verbalmente seus assassinos minutos antes da sua morte. Se pensarmos bem, ele “não precisava” ter feito isso, pois estava convicto da sua salvação (alguns instantes antes ele tinha visto a glória de Deus). Mas, mesmo assim, nos segundos finais da sua jornada, ele queria se parecer um pouco mais com Jesus. Isso nos faz pensar em “inconformismo espiritual”, ou seja: não se contentar com seu atual estado de espiritualidade e querer sempre aprender e buscar mais de Deus.

Porque Deus permitiu que Estevão morresse de forma tão cruel?

A morte para um cristão sempre será um alívio dos fardos desse mundo. A Bíblia diz que a morte de um justo alegra o coração do Senhor (Sl 116.15), pois esse servo será recebido na eternidade para um relacionamento perfeito com seu Criador. Além disso, a morte de Estevão o honrou, pois ele foi inserido na história da igreja e seu martírio tem edificado crentes de todo o mundo desde então.

O que podemos aprender com Estevão?

Duas coisas:

1. Buscar a todo custo ser mais parecido com Jesus. Jamais abandonemos esse objetivo.

2. Perdoar aqueles que nos ofendem é uma atitude que nos torna mais parecidos com Jesus.

Será que preciso perdoar alguém?


Em Cristo,
Thiago Holanda
06/08/2015.


quinta-feira, 5 de abril de 2018

A gratidão e o teste do tempo




Lendo as passagens de 1 Samuel 11.1-11 e 1 Samuel 31.11-13, aprendo sobre Gratidão.

As duas passagens narram dois episódios muito diferentes da vida do Rei Saul. Na primeira, vemos o começo do seu reinado onde confrontado pelos amonitas, que ameaçavam o povo de Jabes-Gileade, foi tremendamente usado pelo Espírito Santo e conquistou uma bela vitória, humilhando os inimigos do povo de Deus. Na segunda passagem, vejo um contexto muito diferente. Depois de muita desobediência ao Senhor e descontrole emocional, o seu governo estava ameaçado e sofrendo fortes ataques externos, terminando com uma amarga derrota pelos filisteus, que o fez tirar a própria vida.

Mas o que me chamou à atenção foi a atuação do povo de Jabes-Gileade nesses dois momentos. Na primeira narrativa, foram salvos pelo Rei de um ataque brutal dos inimigos. Cerca de 40 anos depois, souberam demonstrar respeito e gratidão a Saul empreendendo uma missão perigosíssima para resgatar o corpo do Rei no meio da noite, dentro do terreno inimigo e o darem um sepultamento digno da realeza.

O povo de Jabes-Gileade soube ser grato ao Rei, independente do quanto ele tenha se afastado e sido rejeitado pelo próprio Deus, isso nos leva a uma reflexão: temos sido gratos a Deus? Por quanto tempo as bênçãos de Deus ficam registradas em nossa memória? 

O povo de Jabes-Gileade guardou na memória por 40 anos, e você?

Geralmente, tendemos a esquecer muito rapidamente os bons feitos que os outros nos fazem, e com relação a Deus não é diferente. Gostamos muito de reclamar das pequenas provas do presente e esquecermos os grandes feitos Dele no passado.

Então, como podemos demonstrar maior gratidão ao Senhor? Creio que nossas atitudes e palavras são fundamentais, e o salmista declara: “meditarei também em todas as tuas obras, e falarei dos teus feitos.” (Salmo 77.12). Você precisa não só reconhecer tudo que Deus fez (e faz) por você, mas anunciar aos outros, como prova de que Ele é fiel a todos que o buscam. Esquecer dos benefícios de Deus é o mesmo que se esquecer Dele próprio. Quantas vezes não fazemos isso?

Lutar contra o pecado também é uma prova de gratidão ao Senhor, principalmente, pelo maior de todos os Seus feitos: a morte de seu filho Jesus para nos salvar. Ao me render aos prazeres superficiais do pecado, estou sendo ingrato a Deus.

Lembre-se continuamente de todos os feitos de Deus por você! Como? Uma dica prática: anote-os! Isso mesmo, guarde consigo um bloco de notas, agenda, ou qualquer outra coisa onde você possa registrar tudo isso. Não confie em sua memória, ela sempre falha. Que tal começar agora? O que Deus fez por você ao longo do ano passado?

Os cidadãos de Jabes-Gileade guardaram gratidão por 40 anos a um homem. Por quanto tempo você guardará gratidão a Deus?


Em Cristo.

Thiago Holanda.


sábado, 31 de março de 2018

A Jornada dos Magos (por T.S. Eliot)




T.S Eliot foi um conhecido poeta americano, Nobel de Literatura em 1948. Esse poema em si é uma fantástica perspectiva que o autor nos dá sobre os reis que visitaram o nascimento de Cristo. A última estrofe, em especial, pode nos levar a profundas reflexões.

A Jornada dos Magos (T. S. Eliot)
Tradução: Ivan Junqueira

Foi um frio que nos colheu
Na pior quadra do ano
Para uma viagem, e longa era a viagem:
Os caminhos enlameados e o tempo adverso
Em pleno coração de inverno.”
E os camelos escoriados, o casco em chagas, indóceis,
Jaziam em meio à neve derretida.
Foram momentos em que recordamos
Os palácios estivais sobre os penhascos, os terraços,
As sedosas meninas que nos traziam afrodisíacos.
E depois os cameleiros que imprecavam e maldiziam
E desertavam, e exigiam fêmeas e aguardente.
E os fogos da noite em bruxuleio, a falta de apriscos,
As cidades hostis, as vilas inóspitas,
As aldeias sujas e tudo a preços absurdos.
Foi uma rude quadra para nós.
Ao fim preferimos viajar à noite
Dormindo entre uma e outra vigília,
Com vozes que cantavam em nossos ouvidos, dizendo
Que aquilo tudo era uma loucura.

E eis alcançamos pela aurora um vale ameno,
Úmido, sob a linha da neve, impregnado de aromas silvestres,
Com o regato e um moinho a fustigar as trevas,
E três árvores recortadas contra o céu baixo,
E um velho cavalo branco a galope pelo prado.
E chegamos depois a uma taverna com parras sobre as vigas;
Seis mãos se viam pela porta entreaberta
A disputar peças de prata com seus dados,
E pés que golpeavam os odres já vazios
Mas nenhuma informação nos deram, e então seguimos
Para chegarmos ao crepúsculo, sequer um instante antes,
E encontrarmos o lugar; foi (podeis dizer) satisfatório.

Tudo isso há muito tempo se passou, recordo,
E outra vez o farei, mas considerai
Isto considerai
Isto: percorremos toda aquela estrada
Rumo ao Nascimento ou à Morte? Um nascimento, é certo,
Tínhamos prova, não resta dúvida: um nascimento e morte contemplei,
Mas os pensara diferentes; tal nascimento era, para nós,
Amarga e áspera agonia, como a Morte, a nossa morte.
Regressamos às nossas plagas, estes Reinos,
Porém aqui não mais à vontade, de acordo com a antiga ordem divina,
Onde um povo estranho se agarra aos próprios deuses.
Uma outra morte me será bem vinda.

Original:

The Journey of the Magi

A cold coming we had of it,
Just the worst time of the year
For a journey, and such a long journey:
The was deep and the weather sharp,
The very dead of winter."
And the camels galled, sore-footed, refractory,
Lying down in the melting snow.
There were times we regretted
The summer palaces on slopes, the terraces,
And the silken girls bringing sherbet.
Then the camel men cursing and grumbling
And running away, and wanting their liquor and women,
And the night-fires gong out, and the lack of shelters,
And the cities hostile and the towns unfriendly
And the villages dirty, and charging high prices.:
A hard time we had of it.
At the end we preferred to travel all night,
Sleeping in snatches,
With the voices singing in our ears, saying
That this was all folly.

Then at dawn we came down to a temperate valley,
Wet, below the snow line, smelling of vegetation;
With a running stream and a water-mill beating the darkness,
And three trees on the low sky,
And an old white horse galloped away in the meadow.
Then we came to a tavern with vine-leaves over the lintel,
Six hands at an open door dicing for pieces of silver,
And feet kicking the empty wine-skins.
But there was no information, and so we continued
And arrived at evening, not a moment too soon
Finding the place; it was (you may say) satisfactory.

All this was a long time ago, I remember,
And I would do it again, but set down
This set down
This: were we lead all that way for
Birth or Death? There was a Birth, certainly,
We had evidence and no doubt. I have seen birth and death,
But had thought they were different; this Birth was
Hard and bitter agony for us, like Death, our death.
We returned to our places, these Kingdoms,
But no longer at ease here, in the old dispensation,
With an alien people clutching their gods.
I should be glad of another death.



sábado, 24 de março de 2018

Dicas para uma aula relevante na sua Escola Bíblica




Paulo disse que os vocacionados para o ensino devem dedicar-se a essa valorosa tarefa. Você provavelmente deve amar o ministério do ensino e talvez seja por isso que você esbarrou nesse artigo. Contudo, ensinar tem exigido cada vez mais dos professores por dois motivos: primeiro, o crescimento geral do nível de escolaridade da população, especialmente entre os mais jovens; segundo, pelo volume massivo de informações disponível em sites e livros que, por um lado é bom (veremos isso mais a frente), mas por outro lado nos obriga a gastar tempo na filtragem de materiais de pesquisa.
Pensando nisso, nós professores precisamos ter um planejamento de ensino adequado a essas novas demandas, algo FUNDAMENTAL para a saúde da igreja. Por isso, gostaria de dar algumas dicas que considero importantes para o bom andamento do ensino na sua sala:
1) Seja antecipado: adquira o material do período curricular, geralmente trimestral, com bastante antecedência. As editoras denominacionais costumam construir a matriz curricular para o ano inteiro e já colocam as revistas para a aquisição bem antes do período. É bom sempre estar adiantado, especialmente quando há temas complexos, que com apenas uma semana de estudo (entre os domingos) não é possível elaborar uma aula relevante.
2) Use material complementar: no primeiro parágrafo falei que o aumento dos meios de acesso a informações tem um aspecto positivo. Me refiro a esse ponto. Hoje não temos desculpas para não usar leituras adicionais, ou mesmo fazer cursos com outros professores por meio de vídeo-aulas no YouTube, por exemplo. Há uma imensidão de informações disponíveis para pesquisa complementar e devemos fazer uso das mesmas.
3) Elabore um esboço e, se possível, disponibilize-o aos alunos: planejar a aula por escrito por meio de um roteiro é tão importante quanto fazer o mesmo para uma pregação. Escrever o esboço da aula apresenta uma série de vantagens para o professor, e, se ele organizar esse plano de maneira apresentável, poderá servir de material complementar para o aluno.
4) Faça revisão do conteúdo: um dia antes da sua aula não é o momento da preparação, mas da revisão. Ou seja, é hora de reler seu esboço e relembrar das conexões entre os pontos da aula, tentando encontrar alguma incoerência ou conceito mal apresentado. Não fuja disso. Sei que muitos de nós, depois de prepararmos a aula inteira, preferimos ir para outras atividades e só voltar aquele assunto no dia da apresentação, mas revisar é fundamental para a segurança do professor em sala de aula.
5) Faça atividades de fixação: no final da aula, procure métodos ou exercícios de fixação. Não me refiro a questões abertas e bobas sobre o conteúdo da aula, mas atividades em que o aluno possa interagir com aquilo que ele acabou de aprender. Pode ir desde a desafiá-los a ir a frente e apresentar, com suas próprias palavras, o conceito aprendido, até o convite para elaborar um pequeno texto sobre aquele assunto, quem sabe valendo algum tipo de premiação para os que cumprirem a tarefa.
O “Cone da Aprendizagem” (imagem abaixo) foi desenvolvido por William Glasser e traz uma verdade bem interessante: quanto maior a interação do aluno com o conteúdo, maior a absorção. Assim, atividades mais passivas, tais como ler, ouvir e ver imagens, costumam ser menos produtivas do que outras como escrever e falar.


Meu desejo é que nós possamos lutar cada vez mais pela qualidade do ensino bíblico em nossas igrejas. Essa luta é de cada professor e aluno de qualquer igreja. Enquanto mantivermos uma atitude séria no ensino, cresceremos mais e mais no conhecimento salvífico e nos protegeremos melhor contra os enganos desse mundo.


Em Cristo,
Thiago Holanda.
21 de Março de 2018.

quinta-feira, 1 de março de 2018

Filhos ou Bastardos?



Todos já ouviram o seguinte dizer: "Eu também sou filho de Deus", ou então "Fulano de tal também é filho de Deus". Mas, o que de fato nos torna filhos de Deus? Será que, realmente, todos podem reivindicar essa filiação? A Bíblia nos mostra que nem todas as pessoas são filhas do Criador, pois existem algumas condições básicas a serem cumpridas para conseguirmos essa posição e a mais fundamental delas está em João 1.12, que diz: "Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, a saber, aos que crêem no seu nome". Assim, o primeiro passo para se tornar membro da família de Deus é receber a Jesus como salvador.

Entretanto, essa não é a única condição para que façamos parte da família de Deus, em Hebreus 12.8 há uma passagem muito interessante sobre o assunto:

"Mas, se estais sem disciplina, da qual todos são feitos participantes, sois então bastardos, e não filhos." 

Essa passagem nos mostra a importância da disciplina (exortação) de Deus. Quando cremos em Cristo, devemos entregar o controle de nossas vidas a Ele, não tomemos decisões baseadas em nossa própria vontade, mas na vontade do nosso Pai ou, nas palavras do Apóstolo Paulo: "vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim" (Gl 2.20b). Ora, como todo pai que ama, Deus nos corrige de nossos erros, às vezes pelo amor, às vezes pela dor.

Infelizmente nossa natureza pecaminosa e persistentemente maligna exige que o Senhor precise ser duro conosco, nos mostrando que precisamos tomar a direção que ELE quer!


É fato que aceitar exortações de Deus não é nada fácil, pois fere nosso orgulho e nos lembra o quão pequenos e frágeis somos. Nossa atitude nessas circunstâncias é fundamental: devemos reconhecer nosso erro e agradecer a Deus pela sua disciplina, pois nos mostra o quanto Ele nos ama (Hebreus 12.6). É triste, porém, ver que tantos não reconhecem isso, e culpam outros por seus infortúnios, geralmente apontando como alvos suas igrejas, seus irmãos em Cristo, família e, em alguns casos extremos, culpam o próprio Deus, esquecendo-se de que suas próprias escolhas trouxeram seus problemas. A Palavra do Senhor nos diz, no versículo citado no parágrafo anterior, que se agirmos com ingratidão diante dos ensinamentos do Pai, perdemos nossa condição de filhos e nos tornamos meros bastardos (filhos indesejados ou degenerados).

Devemos ter em mente que a vida cristã é um processo contínuo de mudança e amadurecimento. Deus sempre está nos moldando, com o objetivo de nos tornar servos mais humildes.

Certa feita vi uma frase que chamou a minha atenção: "A maior evidência de que Cristo transformou sua vida é que Ele ainda continua transformando, e se ele não continua transformando, então provavelmente essa transformação nunca existiu!" Resta-nos receber tudo que vem de Deus com amor, ainda que isso venha a ferir nosso orgulho ou nos trazer um passageiro sofrimento, nossa fé deve acreditar que tudo faz parte do maravilhoso plano de Deus para nossas vidas. 


Em Cristo,

Thiago Holanda

07/10/2011.